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“Para Mudar Tudo”, um projeto anarquista

A p r e s e n t a ç ã o:

Mudanças climáticas, escassez de água, crises econômicas que ameaçam nossos empregos já instáveis e precários, bem como nosso acesso a alimento, saúde e moradia: a ordem dominante é insustentável em todas as suas formas. Até mesmo os seus maiores representantes, como a mídia, políticos e empresários, admitem que são necessárias mudanças radicais. Mas por que deveríamos pedir ou esperar que essas autoridades tomem a iniciativa?

O que seria, realmente, mudar tudo? Como escolheremos caminhos diferentes?

O projeto “Para Mudar Tudo” tem como objetivo a propaganda dos pensamentos e valores libertários e radicais para pessoas que ainda não tiveram contato com essas ideias ou práticas mas que mesmo assim sentem que precisamos resistir à ordem política vigente. Ele conta com um texto introdutório ao pensamento anarquista e em linguagem acessível, levado ao público por diferentes formatos: 4 mil cópias de uma revista impressa com cerca de 50 páginas, uma versão em pdf para download, uma versão em vídeo do mesmo texto com cerca de 8 minutos para circulação na internet, posters e adesivos para serem difundidos nas ruas, espaços libertários, centros sociais, ou mesmo pregado nos quartos de jovens rebeldes. Tudo isso reunido em um site para download gratuito e livre difusão.

Todo o projeto – vídeo, texto, site – foi produzido e adaptado para cerca de 14 idiomas por coletivos locais de cada país para ser lançado ao mesmo tempo nos 5 continentes e propagar o caráter sem fronteiras e cooperativo do anarquismo. Cada versão foi também devidamente adaptada ou reescrita pelos coletivos locais para ser usada como plataforma de diálogo com indivíduos e iniciativas de cada região. Então, com exemplos, contextos, imagens e linguagens, tentamos falar da nossa realidade e propor formas de resistir às opressões existentes nela.

Nosso site tem como proposta servir de introdução a pensamentos e ações libertárias e te colocar em contato com grupos e pessoas agindo – ou que aspiram agir – para resistir e transformar a realidade em que vivemos.

Aproveite o conteúdo e fique à vontade para entrar em contato!

Conheça o projeto evisite nossa página em português: paramudartudo.com

Agradecemos pela contribuição à agência de notícias anarquistas-ana

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Chamado a Cúpula dos Povos

Chamada do companheiro João Correia da Comissão Pró-Universidade Popular para participar diretamente sem burcracias na cupula dos Povos, evento paralelo a Rio + 20.
Está para ocorrer no Brasil-Rio de Janeiro-RJ, a Rio+20, que reunirá governantes de todo o planeta. Paralelo a este evento de governantes e capitalistas vai ocorrer a Cúpula dos Povos, movimento que aglutina, tanto organizações e indivíduos de esquerda, como de direita, também ongs e sindicatos, povos tradicionais de terreiro, quiombolas, idígenas de várias nações, porras loucas…
Estamos sentados num barril de hidrogênio, a rede está sendo instalada e os fios estão sendo conectados. Túnisia, Marrocos, Túrquia, Grécia, Portugal, Espanha, Itália, México, França, Polônia, Inglaterra, Estados Unidos da América, Bolívia, Equador, Chile, Angola, África do Sul, Rússia… A natureza agoniza, o capitalismo mantém sua máquina de consumo 24horas ligada. A carne e o sangue da humanidade trabalhadora, desempregados, idosos, crianças, negros e índios lubrificam as engrenagens fascistas de estados e corporações.
Não nos enganam com migalhas e com circo, não nos enganam com religiões e televisão. Constatamos com a Primavera Árabe, com as Ocupações ao redor do mundo, e sobretudo en la acampaDelSol en la ciudad de Madri, onde os agrupamentos anarcosindicalistas somaram às suas formas de luta e ação direta às Ocupações em dezenas de cidades da Espanha. Marcham juntas CNT e CGT contra o governo e as coorporações.

Por conta do levante popular nos lugares citados, onde nós anarquistas tornamos mais nítidas as formas de exploração e assassínio do sistema capitalista, estamos sendo perseguidos novamente, em vários países, alguns de governo a esquerda, em especial os comunistas, se associam a fascistas, como na Grécia, e nos caçam para impedir o levante revolucionário.

Estou no Rio de Janeiro e agora, como esperavamos/trabalhavamos, chega mais um momento para mandarmos o recado de solidariedade aos nossos companheiros perseguidos pelo mundo, e iniciarmos os exercícios da ginástica revolucinonária. Debelar a cortina de fumaça baseada na política de pão e circo realizada no Brasil e em toda a América é um passo, ações diretas comprometidas com as lutas travadas no território nacional, enlaces com as lutas dos companheiros vizinhos.
Na noite de 17 de maio deste ano reuniu-se um pequeno agrupamento articulador da OcupaRio em 2011, dentre os quais, alguns anarquistas, libertários, outros da esquerda teórica tradicional. Neste encontro se decidiu então realizar a tomada de praças em comunhão com vários movimentos de todo o planeta, ao longo desta ocupação/acampada será feito streaming/gravações de depoimentos/transmissão de rádio e cobertura de ações diretas. As ações feitas por nós, se darão em acordo, como sempre, quando nos encontrarmos.
Em fim, vamos promover a Acampada no maio Brasileiro para exercitar mais uma vez a potência revolucionária que está contida em todos e precisa ser liberada com toda sua força destruidora e criativa. Convite feito, chamado gritado, conclamamos todos às ruas.
Saudações anarquistas. Abraços fraternos

João

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II MANIFESTO EKOLÓGICO-KULTURAL

        O 2o. Manifesto eKológico-Kultural será realizado no dia 13 de agosto – sábado -, a partir
das 17:00 horas, no Sindicato dos Metalúrgicos de Santos, av. Ana Costa, 55. O objetivo
deste evento é reunir num mesmo espaço as diversas manifestações ecológicas, com
arte e cultura, através de bandas musicais com temática ecológica e social, stands de
ONGs, estudantes, artesãos, indígenas e os mais diversos coletivos.

       Neste evento arrecada-se alimentos não perecíveis para aldeias guaranis da região, e
estarão presentes famílias guaranis vendendo e mostrando seus artesanatos. Haverá
também duas atividades paralelas, que é a da Pégasus do palhaço televisivo Mutreta com
seu espetáculo Ben 10 para as crianças – com uma cena ecológica – e a exibição do filme
“A Floresta das Esmeraldas”, do diretor John Boorman, com atores brasileiros e
internacionais, e que é uma verdadeira denúncia da destruição da floresta amazônica já há
tempos atrás e onde a luta indígena com seus aliados consegue deter a construção de
uma represa… O filme é baseado em fatos verídicos, e vem a coincidir com a atual luta
contra a represa de Belo Monte no Amazonas e que está gerando fortes protestos
nacionais e internacionais. O filme possui também um tremendo visual e autênticas cenas
de xamanismo ou pajelança. Esta atividade é co-organizada com o importante blog e
associação CineZen, e contará com seu principal diretor – André Azenha – como
comentarista, além do antropólogo e historiador Giulius Cesari, do CAVE.

     O evento contará ainda com a participação das bandas Casa de Ervas, Os Pícaros,
Chiapas Livre, Pau a Pique (música caiçara), Om Mar (reggae) e violeiros. Haverá Radio-
Atividade ao vivo com a participação da Rádio da Juventude de São Vicente (comunitária)
e a Rádio Ervas (virtual).

     A proposta do evento é feita pela Verde-América, pelo CAVE, juntamente com coletivos
culturais, Centro de Estudantes de Santos, Rádio da Juventude, Sindicatos dos
Metalúrgicos, SindServ, Bancários e outros. O caráter e a essência do Manifesto é
inspirado nas vertentes eco-socialista, ecologia social e ecologia profunda.

     O objetivo é divulgar as lutas ecológicas e ir paulatinamente organizando a sociedade
para a vitória da luta da Vida contra a Morte, e insiste na urgência do crescimento da
RESISTÊNCIA ECOLÓGICA E SOCIAL contra os graves ataques que estão sendo
dirigidos ao Meio Ambiente e à vida em geral, a saber: o novo e desastroso Código
Florestal; o absurdo da represa de Belo Monte no Amazonas; o genocídio dos índios
guarani-kaiowás no Mato Grosso do Sul, o impiedoso desmatamento do Amazonas, da
Mata Atlântica e do Cerrado, a intenção governamental de construir mais usinas nucleares,
mesmo depois do desastre de Fukushima; a permissividade dos transgênicos e agrotóxicos
na agricultura e pecuária brasileira; a destruição de manguezais, poluição da exágua
potável e das praias; e a desmedida especulação das construtoras e gritante
verticalização urbana.

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Alternativas de mobilização para a região de Santos.

Alternativas de mobilização para a região de Santos.

Reunião no dia 3 de agosto quarta-feira a noite 20h

Local: Casa da JOC  Rua da constituição 331 Centro/ Santos

É muito importante debatermos a org. e propormos ações na região, mas principalmente o caráter destas que a meu ver devem ser apartidarias, antielecionistas, horizontais e vetadas a qualquer projeto político vinculado ou ligado às eleições do ano que vem. Para ser bem claro, principalmente sem nenhuma relação com os partidos que estão no atual governo e que fazem parte da direita do pais. Sim de direita pois não VEJO DIERENÇA ALGUMA ENTRE PT E PSDB TUDO FARINHA DO MESMO SACO. Este debate é de suma importância, pois os motivos da atual desmobilização na nossa região foram entre outros  a falta de clareza ideológica e a cooptação por parte do aparelho político partidário de boa parte dos movimentos sociais e seus ativistas. 3 de agosto estamos lá para criarmos juntos uma movimentação séria e a meu ver (autônoma) para esta cidade, se não deixa como esta porque do chão não passa.

Um abraço libertário
Giulius

Em resposta a

Queríamos propor a tod@s uma reunião pra discutir sobre nossa realidade regional enquanto força militante no sentido de criar articulações e fomentar manifestações. Qual o objetivo? Como todos sabemos diversas manifestações estão ocorrendo freqüentemente em algumas partes do Brasil e no mundo, discussões sobre o Tribunal da terra estão sendo levantadas, inclusive de trazer o tribunal aqui pra Baixada o que é importante, sem contar o código florestal, Belomonte, PAC enfim, todos estamos cientes sobre essa coisas. Mas de que forma podemos ser mais ofensivos? E levar essa discussão a público. Temos uma região caótica neste sentido de informar e instigar a população a discutir sua realidade, ano que vem tem eleição e não há novidades…

Pessoal o que queríamos propor era nessa reunião pensarmos alternativas ofensivas de resistência.

Abraços. tamujunto na luta!

“A luta revolucionária só pode ser construída coletivamente.”

Rádio da Juventude – sintonizando atitude!

www.radiodajuventude.wordpress.com

www.twitter.com/radiojoc

www.facebook.com/radiojoc

Tel.: (13) 3029-7712

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Dilma, Raoni e Belo Monte

A presidente Dilma acabou de aprovar a construção de Belo Monte, a barragem que irá devastar uma grande área da Amazônia, destruíndo o Rio Xingú. O cacique Raoni chorou ao prever o futuro do povo caiapó, que será duramente afetado pela represa. Agora suas lágrimas estão inspirando milhões de pessoas a agir para impedir Belo Monte, e nós podemos ajudar a fazer a diferença. Nos dias seguintes ao anúncio, uma crescente onda de protestos varreu o país e ontem o Ministério Público Federal do Pará entrou com a 11a. ação civil criminal contra Belo Monte pelo não cumprimento de medidas prévias exigidas para preparar a região para os impactos sócio-ambientais. A pressão sobre a presidente Dilma está se intensificando e se mais brasileiros agirem, nós podemos ter um impacto importante em conseguir reverter a situação. O governo ainda pode impedir Belo Monte e desenvolver estratégias de energia alternativa sem destruir a Amazônia nem violar os direitos dos povos indígenas e ribeirinhos da região, mas isso só vai acontecer se um número suficiente de brasileiros se manifestarem. Nos próximos dias, vamos apoiar o cacique Raoni telefonando intensamente para a presidenta Dilma pedindo para ela salvar a Amazônia. Veja abaixo o número para o qual ligar e o que dizer. Depois de ligar, veja abaixo o link para compartilhar os detalhes de sua chamada com milhares de brasileiros. Estes são os números de telefone para ligar para a presidente Dilm:

(61) 3411-1225 (61) 3411-1200 (61) 3411-1201

texto repassado pela comunidade Avaaz:  http://www.avaaz.org/po/stand_with_chief_raoni/?vl

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MANIFESTO eKológico-Kultural

1º. MANIFESTO eKológico-Kultural

oikos – do grego casa, habitat, por extensão meio ambiente

kultur – do germânico, o produzido por um povo

O 1º. Manifesto eKológico-Kultural será realizado no dia 4 de junho, que antecede o Dia Mundial do Meio Ambiente – 5 de Junho, na sede do Sindicatos dos Metalúrgicos da Baixada Santista, av. Ana Costa, no. 55, Santos.

* Um dia para BOTAR A BOCA NO TROMBONE , e lutar vigorosamente e sem descanso contra o aumento dos ataques ao Meio Ambiente e à Vida!!!

* Num momento CRUCIAL, em que, mais que nunca, os (des)Governos Federal , Estadual e municipal transformaram-se em gabinetes de despacho e filiais dos INTERESSES COMERCIAIS dos destruidores da natureza, das comunidades humanas e da saúde em geral!

Estes são os Eixos de Lutas dos movimentos ecológicos, sociais e populares:

1 – Contra o novo CÓDIGO FLORESTAL proposto pelo deputado Aldo Rebello, do “PC do Dem”… É a legalização da destruição dos últimos recursos florestais e hídricos!

2 – Contra a REPRESA DE BELO MONTE, que destruirá um amplo território do Amazonas, com seus recursos naturais, aldeamentos indígenas e população ribeirinha – e que foi um dos motivos da realização da Eco-92 no Brasil, na cidade do Rio de Janeiro.

3 – Contra a perseguição e GENOCÍDIO DOS ÍNDIOS GUARANI-KAIOWÁS, no Mato Grosso do Sul, que já é considerado o mais massivo atentado permanente à vida indígena nas Américas, superando inclusive o dos Mapuche no Chile e dos Zapatistas no sul do México…

4 – Contra o criminoso DESMATAMENTO do Amazonas, que aumentou 23% nas últimas semanas…

5 – Contra os planos do Governo de construir VÁRIAS USINAS NUCLEARES NO BRASIL, mesmo depois do desastre de Fukushima, no Japão. Pelo fechamento das usinas de Angra.

6 – Contra a permissividade dos TRANSGÊNICOS E AGROTÓXICOS NA AGRICULTURA E PECUÁRIA brasileira, cujos componentes cancerígenos estão proibidos em boa parte dos países, principalmente na Europa.

7 – Contra a especulação desmedida e desmensurada das construtoras em conluio com prefeituras “caixa dois”, que estão DEVASTANDO O LITORAL E MATA ATLÂNTICA! Pela defesa dos MANGUEZAIS e reversão da POLUIÇÃO DA ÁGUA!

8 –  Contra a verticalisação da cidade de Santos e o avanço dos interesses economicos em direção `a area continental e `as areas de proteção ambiental da cidade.

Estes são os GRITOS que legitimam a convocação do 1º. Manifesto eKológico-Kultural da Baixada Santista!

– auto-convocado em “Rede Rolante” – em reuniões físicas e virtuais – pela Verde-América, Aliança pela Ecologia Social (A.Eko-Sol), CAVE (Coletivo Alternativa Verde) , entre outros, incluindo artistas e ativistas. Com o apoio do Sindicato dos Metalúrgicos de Santos e Região, Centro de Estudantes de Santos e Baixada .

      O QUE ROLA NO DIA 4 DE JUNHO:

–  a partir das 13:00 hrs., até as 22:30 hrs., apresentação das bandas e violeiros: Antonio do Pinho e banda Pau-a-Pique, Vicente Lapa e os Globalmente Aquecidos, Marcel Moai e os Pícaros, Chiapas Livre, Esquadrão Preto Velho, Maracatu Quiloa, Casa de Ervas, Vapaa, Trid e Futuráfrica.

– RADIO-ATIVIDADE: coordena Maryana, estudantes da FACOS e outros cursos de jornalismo. Também Rádio da Juventude de S.Vicente.

– poetas, pintura mural coletiva (ao estilo naif chiapaneco), intervenções artística, Guerrilha Sound System

– STANDS: Guaranis do litoral, Verde-América (gravuras zapatistas e de Barcelona), Projeto Banho Quente na Vila dos Pescadores (Luciana e grupo de estudos Chico Mendes, da Federal do Jardim Casqueiro, Cubatão), Instituto Kaa Oby, Reserva Bertioga (Agenda 21), Instituto Taffarello de Terapias Holísticas e Apicultura, produtos orgânicos da terra, Concidadania, ACPO (Assoc. de Combate aos Produtos Organoclorados – pó-da-China), estudantes de Biologia Marinha da UNISANTA,  fotografias, etc.

– VIDEOS NO TELÃO: flashs do evento, Agro-ecologia no Amazonas, Aldeia Piaçaguera (Peruíbe), México Rebelde, A Outra Campanha (zapatistas), 4ª. Guerra Mundial (do Fórum Social Mundial), A Última Hora (Leonardo Di Caprio), Amazonas em Chamas (a vida de Chico Mendes), A Floresta das Esmeraldas (John Boorman), Brincando nos Campos do Senhor (Hector Babenco), Terra

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Projeto Ciclovida: em busca das sementes naturais.

Projeto Ciclovida: uma aventura de Inacio e Ivania, dois caboclos brasileiros que desvelam o crime cometido pelas grandes corporacoes de alimentos e agrotoxicos e pelos laboratorios de pesquisa de transgenicos contra a producao de alimentos.
Lifecycle é um documentário narrativo que segue um grupo de pequenos agricultores de Ceará numa viagem atravessando o continente da América do Sul de bicicleta, na campanha de resgate das sementes naturais. Os viajantes documentam a dominação dos agrocombustíveis no campo e o deslocamento de milhões de pequenos agricultores e comunidades indígenas.

www.Ciclovida.org

O Brasil é responsável por 12% das lavouras geneticamente modificadas no mundo. É o que mostra estudo divulgado pelo Serviço Internacional para a Agrobiotecnologia. Os viajantes documentam a dominação dos agrocombustíveis no campo e o deslocamento de milhões de pequenos agricultores e comunidades indígenas. Cultivos e matas nativas estão sendo substituídos por desertos verdes de monoculturas transgênicas onde nada mais, planta ou animal, pode sobreviver aos agrotóxicos. O documentário faz parte do projeto Ciclovida e foi produzido por Matt Feinstein e Loren Feinstein com colaborações de ativistas brasileiros.

Lifecycle foi escolhido melhor documentário na categoria conservação do Green Screen Environmental Festival Film/2010 e selecionado para o Blue Planet Film Fest em Los Angeles, EUA e Byron Bay Film Festival em Australia.

Acompanhe o blog do CAVE, em breve Lifecycle sera exibido aqui em Santos.

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KIWICHA: a planta sagrada dos Incas desafia a gigante Monsanto!

Nossa companheira Guadalupe traduziu do espanhol esta noticia que esta se espalhando pelo mundo.

Panico entre agricultores dos Estados Unidos. A transnacional de sementes transgênicas não sabe o que fazer com o amaranto (kiwicha) que vem acabando com seus cultivos de soja.

Nos Estados Unidos os agricultores estão tendo que abandonar cinco mil hectares de soja transgênica e outras cinquenta mil estão sendo gravemente ameaçadas. Esse panico se deve a uma “erva daninha”, o amaranto (conhecida no Peru como kiwicha) que decidiu opor-se a transnacional Monsanto, tristemente célebre por sua produção e comercialização de sementes transgênicas.  Em 2004 um agricultor de Atlanta comprovou que alguns brotos de amaranto resistiam ao poderoso herbicida Roundup. Os campos vítimas desta invasora “erva daninha” haviam sido semeados com grãos Roundup Ready, que continham uma semente que havia recebido um gene de resistência ao herbicida.  Desde então a situação piorou e o fenômeno se estendeu a Carolina do Sul e do Norte, Arkansas, Tennessee e Missouri. Segundo um grupo de cientistas britânicos do Centro para a Ecologia e Hidrologia, se produziu uma transferência de genes entre a planta modificada geneticamente e algumas ervas indesejáveis como o amaranto. Esta constatação contradiz as afirmacões dos defensores dos organismos geneticamente modificados(OMG): uma hibridação entre uma planta modificada geneticamente e uma planta não modificada e simplesmente “impossível”.  Segundo o genetista britânico Brian Johnson, “basta um só cruzamento  entre várias milhões de possibilidades. Uma vez criada, a nova planta possuí uma enorme vantagem seletiva e se multiplica rapidamente. O potente herbicida que se utiliza aqui, Roundup, a base de glifosato e de amônio, exerceu uma pressão enorme sobre as plantas, as quais tem aumentado ainda mais a velocidade de adaptação”. Assim, aparentemente um gene de resistência aos herbicidas deu nascimento a uma planta híbrida surgida de um salto entre um grão que se supõe que a protege e o humilde amaranto, que se torna impossível de eliminar.    A única solução e arrancar a mão as ervas daninhas, como se fazia antigamente, porem isto já não e possível dadas as enormes dimensões dos cultivos. Alem, de estar profundamente arraigadas, estas ervas são muito difíceis de arrancar por isso, simplesmente, as terras foram abandonadas.

Transgênicos suportam um efeito bumerangue

O diário inglês The Guardian publicou uma matéria de Paul Brown que revelou que os genes modificados de cereais haviam passado para plantas selvagens e criado um “super-grão” resistente aos herbicidas, algo “inconcebível” para os defensores das sementes transgênicas. Resulta divertido constatar que o amaranto, o kiwicha, considerado agora uma planta “diabólica” para a agricultura transgênica, era uma planta sagrada para os incas. E um dos alimentos mais antigos do mundo. Cada planta produz uma media de 12.000 grãos ao ano e as folhas, mais ricas em proteínas que a soja, contem vitaminas A, C e sais minerais.  Assim esse bumerangue, devolvido pela natureza a transnacional Monsanto, não só neutraliza este predador, comocoloca em seus domínios uma planta que poderia alimentar a humanidade em caso de fome. Suporta a maioria dos climas, tanto em regiões secas como nas zonas de monções e nas terras altas tropicais, e no tem problemas nem com os insetos nem com as enfermidades por isto nunca necessitará de produtos químicos.

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Sustentabilidade: a escolha libertária VI (fim)

Concluimos com a lista a seguir, a analise dos problemas trazidos ao meio ambiente pela economia capitalista contemporanea e as acoes que podemos fazer para mudar o sistema (a verdadeira sustentabilidade). Uma pequena receita do que voce pode fazer ja.

Compre menos e nao compre descartaveis

Nao compre em grandes redes de hipermercados

Compre no pequeno comercio local

Ande a pe, de bicicleta, de transporte coletivo

Conheca o fornecedor dos produtos alimenticios

Assim que for possivel mude para uma cidade menor e se fixe nela

Procure lazer na natureza e no convivio com as pessoas, poupe seu dinheiro

Poupando mais pode-se trabalhar menos

Trabalhando menos temos mais tempo para levar uma vida sustentavel

Fuja dos espacos privados ocupe os espacos publicos

Nao caia no conto da tecnologia use seus equipamentos ate o limite

Nao reclame dos outros e nao diga que nao tem jeito. Sua acao e importante.

Informe-se, propague estas ideias, desperte e liberte quem esta viciado na teia do consumo

Recursos

Apesar do termo, a palavra “recursos” indica uma visão do meio ambiente voltada para sua transformação ou utilização, desde que observada do ponto de vista utilitário para a espécie humana: é possível um uso dos recursos que não comprometa nem degrade o meio ambiente. O modelo atual os usa enquanto têm viabilidade econômica e, portanto, muito além do limite de uso que permitiria manter as potencialidades desses recursos. Isso é favorecido pela falta de controle das comunidades locais sobre seus próprios recursos e da gestão empresarial deles. A gestão dos recursos no mundo atual é delicada. Eles estão em contínua redução, em estado de alteração, insuficientes para garantir o consumo e a sobrevivência de uma população mundial em contínuo crescimento. Colocar os recursos existentes em relação direta com as comunidades locais, desenvolvendo uma gestão coletiva e definindo o consumo em função de sua disponibilidade, mostra-se, não somente um modo de manter a diversidade cultural e ambiental como permite também seu uso de modo sustentável.

Reutilização

Para permitir a manutenção da cota de mercado inútil e super-dimensionada em relação às necessidades este modelo sustentou, através da comunicação de marketing, técnica e científica, a vantagem do novo sobre o usado. Objetos e materiais usados assumiram um valor menor, de reuso; são rapidamente considerados obsoletos e tornam-se resíduos. Essa é uma incrível perda de riqueza e energia e a criação de um problema, aquele do descarte. Da mobília doméstica ao vestuário, passando por automóveis e apetrechos, os objetos respondem a uma imaginação abstrata estimulada pelo mercado. Reusar, recuperar quer dizer adaptar o novo projeto ao existente, quer dizer condicionar o futuro ao presente.

Resíduos

A quantidade de resíduos a serem descartados deveria ser mínima. Os objetos deveriam ser usados, recuperados, reusados até serem reciclados. Sus quantidade deveria ser reduzida às reais necessidades e somente uma pequena parte deveria tornar-se resíduo e dos resíduos somente uma pequena parte seria descartada definitivamente.

Sustentabilidade

As alterações no meio ambiente começaram a ser percebidas de modo alargado desde o começo dos anos setenta, as políticas internacionais, comunitárias e frequentemente as nacionais indicaram as prioridades para sua solução desde a passagem dos oitenta para os noventa, o termo sustentabilidade aparece constantemente na mídia, mas as condições ambientais pioraram exponencialmente. As condições ambientais e sociais do planeta mostram que o modelo atualmente praticado não tem a capacidade de resolver os problemas encontrados. As soluções sustentáveis são aquelas que conservam e recuperam o meio ambiente, reduzindo os desperdícios e o consumo dos recursos naturais, reduzindo os descartes de resíduos. Isso é sustentabilidade.

Supermercados-hipermercados-shoppings

Instrumento para a venda de coisas inúteis a baixo preço. Em alguns casos os produtos são assim descartáveis que eles deveriam pagar para os clientes o custo do despejo do resíduo. A concentração das vendas está conectada à concentração da distribuição e da produção. São instrumentos para a concentração de riquezas e aumento do poder no embate com a comunidade onde eles impõem suas atividades. Isso desestrutura o tecido social tornando-o dependente dos macro-investimentos das corporações. A verdadeira economia não é comprar tantos produtos descartáveis, mas comprar menos, comprar de quem a gente já conhece, de quem tem capacidade para produzir aquela mercadoria, de quem trabalha nas proximidades.

O Capitalismo mata!!!

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Sustentabilidade: a escolha libertária V

Mais uma série de ações e medidas para reverter a degradação ambiental planetária e promover uma real sustentabilidade. Mostramos as falsas bases em que se construiu o discurso ambiental atual e a gestão ambiental corporativa.

Luxo

A sociedade de consumo induz à aquisição de mercadorias inúteis e cujos efeitos negativos no meio ambiente são gravíssimos e desnecessários. O luxo é um agravante a esta já insustentável condição. O luxo é vulgar porque é inútil. O luxo pé vulgar porque traz efeitos ambientais negativos que degradam os ecossistemas e trazem danos à saúde das pessoas. O luxo é vulgar porque demonstra, com a ignorância de quem o prático, como o mercado consegue extrair lucro de qualquer um: se os ricos não tivesse o luxo como fariam para gastar seu dinheiro?

Mercado

O mercado dos pequenos produtores, dos artesãos, das capacidades técnicas locais é bem vindo. O custo reduzido dos produtos industrializados pode ter um preço altíssimo em termos sociais e ambientais. O mercado analisa quanto que os indivíduos podem gastar desde seu nascimento e cria produtos vendáveis para todas as demandas da vida, desde os indispensáveis e necessários até as mercadorias inúteis, hiperdimensionadas e supérfluas. As corporações globais tem compreendido que talvez nunca consigam vender um automóvel ou um eletrodoméstico a todos os habitantes do planeta e portanto, trabalham para comercializar bens primários (água,grãos, etc.) ampliando assim os mercados dos produtos e dos processos industrializados e monopolísticos também sobre os mais pobres. Procurar ficar o quanto possível longe desse mercado.

Mobilidade

É um dos setores que mais contribui para as alterações climáticas do planeta e prejudica a saúde dos cidadãos. A mobilidade apresentada como sendo um elemento fundamental da liberdade individual é, ao contrário, a maior limitadora dela. O crescimento da mobilidade leva a uma configuração de assentamentos populacionais de baixa densidade e ao aumento da distância entre os lugares de residência , de trabalha, de passeio. A “liberdade” torna-se um dever: não é possível usar os serviços e os equipamentos sem se mover. Somos obrigados a nos mover. Começar a mover-se menos quando tivermos o poder da escolha (nas horas vagas), a mover-se menos para o trabalho (reduzindo os deslocamentos, otimizando os empregos), e procurar soluções de moradia coligadas às relações pessoais e o trabalho.

Meio Ambiente (natureza e sociedade)

As condições do meio ambiente estão diretamente ligadas à organização social da comunidade do entorno. As comunidades de coletores e de caçadores tem uma relação muito leve com os ecossistemas, não levam a produtividade ao colapso, mantem reduzidos o número da população, não acumulam. Uma sociedade que exalta a propriedade privada ou estatal dificilmente conseguirá garantir o uso comum dos bens e uma relação de não exploração dos ecossistemas. Uma sociedade global mercantil, autoritária, artificial, alienada como aquela definida pelo modelo econômico atualmente praticado, tem o acinte através de seus intelectuais de afirmar que a natureza é uma invenção social, valorizando-a como paisagem, domesticando-o como jardim, mas tornando-o em qualquer lugar dependendo da ação humana e valorizada somente se capaz de gerar lucro.

Normas

Nem sempre as normas ajudam a reduzir o impacto ambiental do ser humano. Ao contrário, frequentemente motivado pelas lógicas da produção definem comportamentos que são absolutamente contrários aos objetivos da qualidade ambiental. Fazem anos que se trabalha para reduzir a embalagens e contudo existem sérias normas sanitárias que obrigam os estabelecimentos a usarem embalagens descartáveis, ou, nos supermercados, previamente embalados. É essa normatização que facilita a difusão dos produtos descartáveis não penalizando-os pelos custos sociais e ambientais do descarte; é essa normatização que agilizam a industrialização definindo procedimentos para o controle de qualidade e modos de fabricação impraticáveis para os pequenos produtores e artesãos; é essa normatização que define os financiamentos para cultivos agrícolas estranhos ao meio (a soja), que regula o fornecimento de combustíveis para os veículos particulares, etc. As normas na sociedade de consumo não são criadas pelos cidadãos, nem pelos seus “representantes”, mas pelos grandes interesses corporativos cujas demandas não são pautadas pela bondade mas pela ampliação do mercado e dos lucros (privatização da água, da energia, do solo). Tenham cuidado com as normas para o meio ambiente.

OVM (Transgênicos)

Criados com a justificativa de responder às necessidades alimentares, respondem na realidade à exigência das grandes corporações produtoras em aumentarem a sua produtividade por hectare e de penetrarem no interior do mercado de sementes que atualmente é um segmento, em grande parte, ainda administrado diretamente pelos pequenos produtores. O aumento da produtividade por hectare, como sabido, não melhora as condições da alimentação do planeta, na medida em que o problema da alimentação está ligado à distribuição da produção (muitos países produzem excedentes que jogam fora), à concorrência (muitos países subsidiam os seus produtores o preço dos alimentos produzidos), à estrutura social no uso dos terrenos e portanto depende da produtividade local (as grandes urbanizações tronam as populações mais dependentes de alimentos externos). Os transgênicos não são úteis, podem ser danosos ao meio ambiente, são nocivos para as comunidades locais e para a biodiversidade natural.

Pesquisa

A maior parte da pesquisa é conduzida por entidades privadas que tem um interesse específico na definição de novas mercadorias. Da medicina até os equipamentos militares (que são os setores que mais empregam fundos de pesquisa) passando pelos cosméticos, aos transportes, à química fina e á construção civil, os sujeitos que têm maior disponibilidade econômica investem em pesquisa, não querendo esclarecer necessidades, mas somente os interesses específicos dos financiadores. Os êxitos da pesquisa não são respostas às exigências da população – mesmo porque a pesquisa se desenvolve segundo os mesmo critérios econômicos que regulam o modelo atual e definem seus limites – mas resultados que respondem ao máximo proveito do mercado promotor. Esta pesquisa é socialmente e ambientalmente útil somente em sua mínima parte. Se a pesquisa é capaz de resolver problemas então ela não pode deixar de considerar que a solução se encontra não em inventar mercadorias, mas em modificar sistemas sociais. A pesquisa qualitativa deve ser ligada aos interesses da sociedade, e em seu benefício, desenvolvendo não somente temas específicos mas trabalhando a interação entre a ciência e as formas como a sociedade vive.

Plásticos

Não existem materiais demonizáveis mas existem materiais cuja utilizarão é muita crítica do ponto de vista ambiental e social e o plástico é um destes. O plástico é derivado do petróleo que é seguramente o recurso cujo controle conduziu ao maior número de conflitos armados no último século; é um recurso em vias de se esgotar, altamente poluidor. É, portanto, um recurso social e ambiental muito negativo. O plástico é difundidíssimo pelas suas características que lhe rendem a produção muito simples, e a sua venda, devido aos custos de produção reduzidíssimos, permite a realização de lucros gigantescos. Abusamos do plástico: na construção civil, na decoração de interiores, nos objetos, nos instrumentos. Aonde se vai tem plástico em um número elevadíssimo de componentes diferentes, com aditivos de todos os tipos, tantos e tantos que nem nos é possível reconhecer o conjunto de substâncias presentes neles. Isso traz um gravíssimo problema na fase de produção (lançamento de resíduos contaminantes, risco de incêndio) e também em sua fase de descarte. O plástico além de tudo permite que grande parte dessa produção seja do tipo use e jogue fora, o que aumenta exponencialmente a quantidade de resíduos recicláveis. Reduzir a presença do plástico, assim como de todos os materiais poluidores, somente para suas funções absolutamente necessárias e indispensáveis leva à libertação de uma submissão, à retomada de soluções técnicas locais, à eliminação de uma grande quantidade de dejetos.

Produtos descartáveis

Uma das maiores aberrações da atualidade. Injustificada e incompreensível. Qual a vantagem que temos individualmente com um produto descartável? A possibilidade de não lavar louça, toalhas? E para os aparelhos de barbear? E para os isqueiros? Simplifica a ação? Mas qual é a dificuldade em recarregar um isqueiro? E que incomodo traz ir ao mercado com a nossa própria sacola? É ao contrário a busca pelo desapego em relação ao objeto e a redução de sua identidade específica que está na base da sociedade de consumo. Todos os objetos devem ser equivalentes de modo a poderem ser jogados fora e recomprados, geralmente o mesmo produto, para aumentar o mercado. O enorme custo em termos ambientais e econômicos do descarte desses materiais não justifica as frágeis vantagens de seu uso. Não usar produtos descartáveis.

População

O número de pessoas sobre a terra está em contínuo aumento. O aumento da população altera as relações com os recursos naturais. Em muitas áreas do planeta os habitantes são em quantidade muito superior às potencialidades dos lugares o que provoca limitações na produtividade alimentar dos territórios aráveis. A densidade aumenta, o espaço individual diminui, os espaços naturais começam a escassear tanto em quantidade como em qualidade, os comportamentos são sempre mais regulamentados, a produção torna-se industrializada. Uma demagogia política incentiva a reprodução sem necessidade, haja vista a quantidade de pessoas já existentes, e altera as relações entre as escolhas individuais, o prazer, o bem estar e a consciência coletiva. Podemos apontar alguns fatores que levaram ao aumento populacional desenfreado: o modelo econômico que quer a ampliação do mercado, as religiões que aumentam seus adeptos, as nações que engrandecem com o número de habitantes. Interesses, dogmas, medos, nada disto está ligado ao bem individual e coletivo.

Poupança

O dinheiro poupado tem um impacto ambiental menor do que aquele gerado pelo acúmulo de mercadorias. Enquanto a economia anterior à sociedade de consumo era baseada na poupança, a atual está empenhando todas as disponibilidades dos indivíduos na aquisição de bens, mesmo que se endividando para o futuro e comprando mercadorias inúteis. As mercadorias por um lado tornaram-se instrumento para extrair riqueza e por outro para acumulá-la: as duas são um desastre para o meio ambiente.

Qualidade/quantidade

Faz tempo que se tende a reduzir a estratégia de sustentabilidade ao aumento da eficiência das ações praticadas. A razão em curso diz que se um automóvel atual polui significativamente menos do que um carro de quarenta anos atrás, as condições do planeta tendem a melhorar. Mas ,um automóvel de quarenta anos atrás andava muito menos quilômetros por ano do que um atual, tinha uma vida muito mais longa (e, portanto, usava ao máximo a energia que lhe foi gasta durante a construção), e fazia parte de um parque automotivo que era uma parcela mínima do atual. O aumento da qualidade das mercadorias é condição necessária mas não suficiente para a solução de nossos problemas. A ela tem que ser aplicada uma significativa redução da quantidade de mercadorias.

Tradução de Carlo Romani.

Leia na íntegra em http://www.anarca-bolo.ch/a-rivista/337/dossier_sostenibilita.htm

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