Painel do leitor

Este espaço é de uso do leitor para escrever seu protesto, sua reclamação, sua denúncia, dar sua sugestão, enviar uma noticia ou emitir uma opinião sobre algum problema ambiental existente na Baixada Santista. O CAVE irá investigar as denúncias enviadas. Vamos também oferecer apoio para sua luta e encaminhar sua proposta na medida do possível. Converse conosco, troque informações e dê uma sugestão de pauta que seja compatível com a proposta do CAVE. Fique ligado na Agenda e participe das reuniões. Para participar do Painel do Leitor escreva no quadro “Deixe uma resposta” que está logo abaixo e envie como comentário. Se o tema for pertinente ao blog sua palavra será publicada. Em breve encontraremos um meio para receber imagens, vídeos e áudios. Fique ligado!!!!

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21 Respostas para “Painel do leitor

  1. REFORMA DO CÓDIGO FLORESTAL OU UMA ODE À MOTO-SERRA? Ezio Flavio Bazzo, http://eziobazzo.blogspot.com/2010/07/reforma-do-codigo-florestal-ou-uma-ode.html

    Os ilustres parlamentares da Comissão Especial da Câmara aprovaram com facilidade a reforma do Código Florestal Brasileiro. Agora resta aos deputados e senadores a conclusão desse cinismo. O mais curioso é que o relator desse projeto retrógrado e suicida foi um arcaico e conhecido comunista. Os quatro pontos da reforma que mais fortalecem a teoria da “pulsão de morte” freudiana são: (1). A redução de 30 para 15 metros para as faixas das áreas de preservação permanente às margens de rios com menos de cinco metros de largura; (2). A dispensa de Reserva Legal para pequenas propriedades rurais; (3). A garantia da manutenção das atividades agropecuárias e florestais (leia-se do latifúndio) em áreas rurais consolidadas, localizadas em Áreas de Preservação Permanentes e Reservas Legais, até que o programa de regularização ambiental seja promulgado (isto é, até o dia de São Nunca); e (4). Claro, a suspensão das multas e sanções que foram aplicadas a fazendeiros, ruralistas etc., por desmatamentos criminosos realizados até 2008. Que tal?

  2. de saco cheio

    A àrea portuària em Vicente de Carvalho tá um inferno! A quantidade de caminhões trafegando e parada no acostamento da Santos Dumont está insustentável, e eles trafegam sem saída pelas ruas dos bairros. No fim de tarde no cruzamento com a rua do Adubo as vezes a gente fica mais de quinze minutos parado. E do lado da piaçaguera os terminais de containers já estão tomando tudo, é só caminhão no acostamento e container do outro lado. É esse o progresso pro Guarujà? Seria bom se o CAVE fizesse um trabalho mostrando o caos urbano que o porto trouxe pra Vicente de Carvalho. Eu tenho umas fotos para enviar sobre os congestionamnetos de caminhão, como é que faço para mandar. Um abraço pra voces ai.

    • Ola companheiro, ainda não encontramos uma solução para as fotos. Mas, por enquanto se vc quiser pode publicá-la no Flicker e enviar o link para a gente disponibilizar no blog. Quanto a Vicente de Carvalho, vamos discutir isso logo logo junto com os problemas causados com o novo Plano Diretor do Guarujà

  3. Pingback: Carne: a floresta sangra na carne! « Coletivo Alternativa Verde

  4. ex-maisbonito

    Brasil é 2º mercado para a Monsanto
    Brasil supera Europa em importância para multinacional ligada ao setor de transgênicos, atrás apenas dos EUA, e também está em segundo lugar no ranking mundial de hectares plantados com grãos transgênicos. Em 2009, a área plantada com transgênicos no Brasil chegou a 21 milhões de hectares, um aumento de 35% em relação à verificada no ano anterior, superando a Argentina, segundo o ISAAA (instituto internacional que faz o acompanhamento do setor) – FSP, 11/8, Mercado, p.B4.

    Isso é tudo ação do governo Lula, junto com Marina, que foi quem liberou a entrada da soja transgênica… depois da soja, vieram os demais transgênicos. Mas, já que tanto um político, quanto outra política, pretendem mudar as coisas sem mexer com interesses e privilégios SEQUER do agronegócio, aliás, até expandindo esses privilégios, como evitar resultados tão graves, sob todos os pontos de vista, quanto estes? O dia que nós não tivermos outro tipo de semente, o que não está muito longe, quero ver como vamos sobreviver, se os Estados Unidos resolverem fazer um de seus famosos bloqueios econômicos em prol do livre comércio… ou vamos continuar governando democraticamente segundo a vontade da CIA e do Pentágono ETERNAMENTE?
    Claro que ninguém se lembra mais que foi promessa de campanha que os transgênicos não entrariam no Brasil, assim como a memória é fraca na hora de lembrar que quem esteve à frente da decisão foi Marina Silva.
    Acho que qualquer governo tem que negociar, mas há erros que não podem ser cometidos, e este é um erro que não poderia ter sido cometido. E não venham dizer que Marina é diferente do que foi quando tomou este tipo de decisão, ou que ela é irresponsável por suas próprias decisões. Tanto Lula quanto Marina devem encarar que essa decisão que continua sendo tomada pode ter conseqüências muito graves, e que há pontos essenciais em que político nenhum, por mais político que seja, pode ceder. Manter a promessa de campanha de não permitir a entrada dos transgênicos era um deles. O principal deles.
    Vc pode até pensar… para que escutar promessas de campanha? Mas, isto aqui era grave demais e hoje em dia entendo perfeitamente a atitude daquele ativista francês do Primeiro Forum Social Mundial que invadiu fazendas experimentais da Monsanto para destruir plantações. Neste ponto, não se pode ceder. Não são anéis que se perdem para não perder os dedos. É a cabeça que está sendo entregue numa bandeja.
    E FAVOR NÃO CONFUNDIR: estou dizendo que entendo a atitude do ativista francês no Primeiro Forum Social Mundial, e não que acho que o PSDB teria feito de outra maneira, pelo contrário.
    Inês

  5. Mini-zoológico do Parque Ecológicno Cotia-Pará é um antro de descaso e maus-tratos aos animais

    Há muito tempo que venho escrevendo e denunciando a vergonhosa, humilhante e indigna forma como os animais são tratados e confinados no mini-zoológico do Parque Ecológico Cotia-Pará, em Cubatão, de como os animais são violados em seus direitos fundamentais à vida, à liberdade e ao bem-estar. Inclusive para o Ibama Baixada Santista, órgão ambiental estatal, que autorizou a instalação deste zôo na cidade e faz vista grossa para os absurdos que acontecem lá dentro.

    Já perdi a conta do número de animais que morreram “misteriosamente” neste centro de confinamento ao longo dos anos. Ali as jaulas são pequenas e enferrujadas. E se confinar um animal numa jaula já é uma violência, viver em condições degradantes, sem qualidade de vida, dentro de um ambiente artificial é um absurdo ainda maior.

    Poucas semanas atrás morreu mais um animal no zôo, desta vez uma iguana. E nas visitas deprimentes que faço regularmente naquele parque já percebi que diversas aves, como tucanos, araras, gaviões, corujas e outros pássaros, desaparecem “misteriosamente” das jaulas. Vou perguntar o que aconteceu com os animais para os funcionários do logradouro e eles me respondem: “estão na quarentena”. Isto quando respondem, pois já virei persona non grata naquele lugar. Até polícia já ameaçaram chamar para que eu me retirasse do parque, pois “sou louco”, “falo muito” e “não sou especialista”.

    Muito tempo atrás, apesar da proibição, eu consegui entrar e ver da janela a tal “quarentena”, que nada mais é que um cativeiro com diversos animais presos em gaiolas minúsculas e amontoados. E se não bastasse este ambiente hostil, do lado deste centro de “repouso” tem um estacionamento de veículos automotores e uma oficina de consertos de maquinários. Como que do lado de uma “quarentena” pode existir um estacionamento e uma oficina que emitem ruídos? Na verdade, toda infra-estrutura daquele zôo está equivocada.

    A situação é tão sinistra no mini-zoológico, que vai fazer um ano que um macaco prego morreu; e após a morte deste animal sua companheira e o filhote foram “transferidos” da ilha onde sobreviviam para a “quarentena”, continuar a “viver” numa situação ainda pior, num ambiente artificial, pequeno, tedioso, escuro, sem luz natural.

    Tem mais. Em breve, também vai fazer aniversário de um ano que cerca de 10 cobras, entre caninanas e jibóias, foram “transferidas” do serpentário para a “quarentena”. E pasmem, o serpentário se transformou em um depósito de pássaros. Tudo improvisado!

    E a cara de pau (transgênica) da Secretaria do Meio Ambiente de Cubatão é tamanha, que ao ler a apresentação do parque no site oficial da Prefeitura a sensação que dá para um desavisado é que ele “é lindo e maravilhoso”, com “excelentes instalações”, com “serpentário”. Quanta propaganda falsa! Haja óleo de peroba para esta gente. Ou como imaginar que nesse zôo possua em seu quadro biólogos e veterinários?

    Moésio Rebouças

  6. Podas grosseiras e árvores assassinadas em Cubatão

    Árvores são uma beleza, amenizam a temperatura, retêm poluentes, reduzem o impacto das chuvas, atraem pássaros, entre outras coisas. Mas em Cubatão, as árvores urbanas continuam sendo vítimas da cultura de podas excessivas, grosseiras, de quase todos os galhos ou o simples corte da árvore viva. Até árvores floridas estão sendo podadas nesta cidade. E estas ações nocivas ao microclima local e a qualidade ambiental de vida dos moradores e animais são realizadas pela Secretaria do Meio Ambiente.

    Normalmente os motivos alegados pelo poder público para os cortes são que as árvores na região urbana do município estão “doentes”, “velhas”, em perigo “iminente” de queda na cabeça de alguém, estão “atrapalhando” a fiação dos postes, que causam sujeira, atraem drogaditos e ladrões (?!). Também costumam dizer que as árvores são arrancadas para “abrir” vagas para veículos em comércios, para “limpar” a fachada de imóveis, durante as reformas e construção de residências ou de prédios públicos. Blablabla.

    E neste sábado (14 de agosto), mais uma vez, pude constatar esta prática criminosa num local onde não há postes nem fiação. Em anexo segue algumas imagens captadas na Avenida Henry Borden que falam por si mesmas. Árvores com mais de 30 ou 40 anos de vida completamente dizimadas.

    Outra ignorância que acontece em Cubatão é que as autoridades ambientais não usam pasta cicatrizante sobre a área cortada das árvores, para obstruir a penetração de fungos, bactérias e cupins ao interior da árvore. Esta técnica evita a morte prematura de árvores atingidas por podas.

    A Lei dos Crimes Ambientais (lei federal 9.605/98) pune o assassinato de árvores com multas, e até a detenção do criminoso. Mas, lei, ora a lei…

    Ciclovia da Henry Borden

    Parece brincadeira, mas a construção da ciclovia sobre o canal da Henry Borden (mais conhecida como a ciclovia “do nada a lugar nenhum”, de pouco mais de mil e quinhentos metros) ainda não acabou. A obra começou em 21 de setembro de 2009, e o prazo de entrega era de 4 meses, contudo, pelo andar da carruagem, só deve estar pronta no verão de 2011, e olhe lá. Em anexo segue uma foto do trecho ainda em obras. Aliás, todo o gramado que existia ao lado do canal desapareceu, o que vemos lá agora é só cascalho. Algumas árvores também desapareceram. Será que foram engolidas pelos tratores?

    Moésio Rebouças

  7. Moesio

    Mais árvores urbanas em Cubatão são decepadas; Eco-picaretagem

    O desprezo das autoridades ambientais municipais – passada e atual – com as árvores urbanas em Cubatão continua. Hoje (19 de agosto), ao retornar da agência dos correios pela Avenida Nove de Abril, no jardim do famoso elefante branco “Teatro Municipal de Cubatão”, dei de cara com oito árvores de médio porte vítimas de mais uma poda assassina promovida pela Secretaria do Meio Ambiente.

    As árvores, plantadas ali em 1989, foram decepadas ontem ou hoje pela manhã, pois terça-feira (17) eu fiz o mesmo trajeto e as árvores ainda estavam lá.

    Estas árvores representavam algum perigo para as pessoas? As pessoas estavam incomodadas com as suas sombras? As árvores estavam enfeando o paisagismo do “Teatro Municipal”? Atrapalhando a fiação?

    Afinal, por que ultimamente temos visto tantas agressões e podas mal executadas contra as árvores urbanas de Cubatão?

    Eco-picaretagem

    No Brasil tá cheio de eco-picaretas, de gente que é verde por fora e podre por dentro; de eco-oportunistas, de gente que muda de atitude e discurso conforme as “conveniências”; de eco-capitalistas, de gente que gosta de ser dar bem e se enriquecer com o “verde”.

    O Brasil tá cheio de eco-incoerentes, eco-hipócritas. Enfim, de “ecos” que são uma ofensa à Natureza!

    E Cubatão, infelizmente, não foge a regra, muito pelo contrário. Aqui tem “ecologista” que fede mais que muitas indústrias da cidade. Um deles é um senhor chamado Rolando Roebellen, um cínico “arroz de festa” que posa de “boa gente”, que na época do governo Clermont Castor (anterior ao governo atual, da prefeita Marcia Rosa), se encontrasse uma folhinha no chão, já fazia “um escarcéu”.

    Em agosto de 2008, num jornal local ele disse, numa matéria sob o título “Dois milhões para cortar galhos”: “Dos 10 anos de falta de cuidados com as árvores, oito são de responsabilidade dessa Administração [Clermont]. Se tivessem realizado podas da maneira adequada, muito disso poderia ser evitado, inclusive esse dispêndio com a contratação dessa firma”. Ele reclamava das podas e do contrato (não tenho certeza, mas acho que de doze meses) de R$ 2 milhões e 150 mil assinado pelo governo da época com a empresa Demax, de Mogi das Cruzes. Na ocasião, quando era vereadora, a atual prefeita Marcia Rosa (PT), também denunciou as podas e o contrato milionário na câmara municipal. O “engraçado”, é que esta empresa continua fazendo os trabalhos de podas em Cubatão, o serviço que eles tanto criticavam anteriormente, naquele período pré-eleitoral.

    Mas…

    Hoje tudo é diferente, este “ecologista”, eterno presidente de uma ONG chamada Associação Ecológica de Cubatão (atualmente sem nenhuma atuação ou ativistas), tem um cargo de diretor na Secretaria do Meio Ambiente, e não fala mais nada, não solta um pio diante de tantas agressões contra as árvores urbanas (muitas vezes ataques piores do que no governo Clermont) e outros temas ambientais.

    Aliás, não é a primeira vez que este senhor tem um carguinho público comissionado. Ele também fez parte do governo corrupto do ex-prefeito de Cubatão Nei Serra (que nunca morou em Cubatão!), na década de 90. Este ex-prefeito foi condenado pela justiça por diversos “cambalachos” e considerado inelegível em várias eleições pela justiça eleitoral. Mas continua “no bem bom”, morando e curtindo a vida “adoidado” em Santos e lá no Circuito das Águas Paulistas.

    Mas voltemos ao “ecologista” Rolando Roebellen, que algumas pessoas chamam de “En-Rolando”. Recentemente ele lançou um livro de fotografias luxuosíssimo chamado “Anilinas”, que conta a história da Cia. de Anilinas e Productos Chímicos do Brasil, uma das primeiras fabricantes de produtos químicos e corante do País instalada em 1918, em Cubatão.

    E quem bancou este livro através das leis de incentivos fiscais (Lei Rouanet)? A Carbocloro S/A Indústrias Químicas, uma das indústrias de Cubatão com um histórico longo de poluição e agressão à natureza da cidade e região, principalmente ao Rio Cubatão, que passa ao lado desta mega empresa, que, ademais, tem no seu currículo trabalhadores aposentados por invalidez associado à contaminação por mercúrio.

    Em 2008, ela foi citada na lista das 100 maiores empresas emissoras de gases geradores de efeito estufa do Estado de São Paulo.

    E como não poderia deixar de ser, afinal virou moda, faz parte do “engana que eu gosto”, esta indústria também é uma das grandes promotoras do “marketing verde e social” na Baixada Santista.

    E vejam que “curioso”. Mais ou menos ao mesmo tempo em que a Carbocloro anunciava seus planos de implantação de um sistema de hidrovias pelos rios de Cubatão (projeto negativo para a Natureza, tanto paisagístico como para a diversidade da vida) até o Porto de Santos, foi criado o Conselho Comunitário Consultivo da Carbocloro, para passar uma imagem à opinião pública de “empresa popular, responsável, legal”. E quem coordena este “conselho comunitário”? Ele, o “bom moço” Rolando Roebellen!

    É preciso dizer mais alguma coisa?

    Eu digo, como tem gente em Cubatão, na Baixada Santista em geral, que só quer saber de se dar bem em cima dos outros, manipulando e destruindo o que há de mais importante: a Natureza! E como tem gente que pensa que todo mundo que mora nesta região é otário, ignorante, que cai em conversa mole, que tem um preço.

    Não, apesar de tudo, nesta região tem gente que não se curva, que não se deixa cooptar, sensível, que ama e defende a Natureza, incondicionalmente e em todas as suas formas.

    Moésio Rebouças

    • Agradecemos voce caro Moesio por aceitar botar no Painel essa serie de breves materias sobre o descaso em Cubatao com as arvores da cidade e o Parque. Essa historia da poda que vc esta nos contando nao e uma poda e uma derrubada. Quem e o secretario de Meio Ambiente de Cubatao? Vc tem como nos passar o e-mail dele? As imagens registradas por vc sobre as podas podem ser vistas em nossa pagina de Fotografias.
      Convidamos vc a escrever uma materia sobre a CARBOCLORO e mostrar a contardicao entre a poluicao de verdade e o marketing da limpeza. Aguardamos.
      Um abraco, seja bem vindo

  8. Mini-zoológico do Parque Ecológicno Cotia-Pará é um antro de descaso e maus-tratos aos animais

    Há muito tempo que venho escrevendo e denunciando a vergonhosa, humilhante e indigna forma como os animais são tratados e confinados no mini-zoológico do Parque Ecológico Cotia-Pará, em Cubatão, de como os animais são violados em seus direitos fundamentais à vida, à liberdade e ao bem-estar. Inclusive para o Ibama Baixada Santista, órgão ambiental estatal, que autorizou a instalação deste zôo na cidade e faz vista grossa para os absurdos que acontecem lá dentro.

    Já perdi a conta do número de animais que morreram “misteriosamente” neste centro de confinamento ao longo dos anos. Ali as jaulas são pequenas e enferrujadas. E se confinar um animal numa jaula já é uma violência, viver em condições degradantes, sem qualidade de vida, dentro de um ambiente artificial é um absurdo ainda maior.

    Poucas semanas atrás morreu mais um animal no zôo, desta vez uma iguana. E nas visitas deprimentes que faço regularmente naquele parque já percebi que diversas aves, como tucanos, araras, gaviões, corujas e outros pássaros, desaparecem “misteriosamente” das jaulas. Vou perguntar o que aconteceu com os animais para os funcionários do logradouro e eles me respondem: “estão na quarentena”. Isto quando respondem, pois já virei persona non grata naquele lugar. Até polícia já ameaçaram chamar para que eu me retirasse do parque, pois “sou louco”, “falo muito” e “não sou especialista”.

    Muito tempo atrás, apesar da proibição, eu consegui entrar e ver da janela a tal “quarentena”, que nada mais é que um cativeiro com diversos animais presos em gaiolas minúsculas e amontoados. E se não bastasse este ambiente hostil, do lado deste centro de “repouso” tem um estacionamento de veículos automotores e uma oficina de consertos de maquinários. Como que do lado de uma “quarentena” pode existir um estacionamento e uma oficina que emitem ruídos? Na verdade, toda infra-estrutura daquele zôo está equivocada.

    A situação é tão sinistra no mini-zoológico, que vai fazer um ano que um macaco prego morreu; e após a morte deste animal sua companheira e o filhote foram “transferidos” da ilha onde sobreviviam para a “quarentena”, continuar a “viver” numa situação ainda pior, num ambiente artificial, pequeno, tedioso, escuro, sem luz natural.

    Tem mais. Em breve, também vai fazer aniversário de um ano que cerca de 10 cobras, entre caninanas e jibóias, foram “transferidas” do serpentário para a “quarentena”. E pasmem, o serpentário se transformou em um depósito de pássaros. Tudo improvisado!

    E a cara de pau (transgênica) da Secretaria do Meio Ambiente de Cubatão é tamanha, que ao ler a apresentação do parque no site oficial da Prefeitura a sensação que dá para um desavisado é que ele “é lindo e maravilhoso”, com “excelentes instalações”, com “serpentário”. Quanta propaganda falsa! Haja óleo de peroba para esta gente. Ou como imaginar que nesse zôo possua em seu quadro biólogos e veterinários?

    Imagens enviadas para a pagina FOTOGRAFIAS

    A primeira foto é a do lago central, da ilha artificial onde os três macacos prego sobreviviam, um era filhote. Depois que um dos macacos adulto morreu os outros dois foram “transferidos” para a “quarentena”. Isto aconteceu a cerca de um ano atrás. Este animal costuma viver em bandos, nas árvores, pulando de galho em galho, mas nesta ilha artificial, nem uma árvore eles tinham, no local só havia dois troncos de madeiras e uma corda. E no meio da ilha uma “casinha” de concreto para os animais se protegerem das intempéries do tempo. Se proteger? A que grau deveria chegar à temperatura naquela “casinha” com telhado de concreto, no meio do lago, num dia de calor? Que crime estes animais cometeram para sobreviver isolados longos anos de suas vidas numa ilha artificial como um réptil, sem conhecer a copa de uma árvore, em condições alheias à sua natureza?

    As outras duas fotos são do serpentário, que se transformou num depósito de pássaros. Eles dizem que as cobras foram para a “quarentena”, mas vai saber o que realmente aconteceu, “mistério”. Numa das fotos, clicadas aproximadamente um ano atrás, dá para ver a iguana, verdinha. Ela não sobreviveu ali nem um ano, morreu de “morte misteriosa”.

    Moésio Rebouças

  9. Professora portuguesa denuncia o sinistro mini-zoológico do Parque Ecológico Cotia-Pará no jornal A Tribuna

    Finalmente uma professora veio a público denunciar o absurdo que é o mini-zoológico do Parque Ecológico Cotia-Pará. Porém, esta educadora não é de Cubatão, e sim de Portugal. Ela esteve de passagem pelo parque recentemente.

    Sempre me incomodou bastante o fato de que dezenas de professores passassem naquele lugar com seus alunos regularmente e nunca terem denunciado a situação precária do parque e os maus-tratos contra os animais. Acredito que isso se deva ao medo de sofrerem uma punição, ou mesmo demissão, caso fizessem uma denúncia pública.

    Mais abaixo eu reproduzo a carta da professora portuguesa que saiu hoje (22 de agosto) na seção “Do Leitor” do jornal A Tribuna.

    Zoológico com animais da Mata Atlântica

    Pouca gente sabe, mas a Secretaria do Meio Ambiente de Cubatão tinha como projeto construir um zoológico só com animais da Mata Atlântica no Parque Ecológico Cotia-Pará. E de onde partiu esta “brilhante” idéia? Dele, do senhor Rolando Roebellen! Segundo ele seria mais um atrativo em Cubatão para seduzir turistas. Esta proposta, pelo menos até agora, não foi pra frente.

    Por outro lado, este senhor também planejava (ou planeja) cobrar ingresso no Parque Ecológico do Perequê. Sabe por quê? Segundo ele muita gente pobre e feia visita o local, e com esta medida outro “perfil” de gente passaria a freqüentar o parque. Uma das metas do senhor Rolando era (ou é) atrair para aquele lugar os passageiros dos cruzeiros marítimos que desembarcam no Porto de Santos na alta temporada. Este senhor é tão “eco-deslumbrado”, que ele costuma dizer que a foto (um grande painel) de umas das cachoeiras de Cubatão que está exposta no Terminal Marítimo de Passageiros Giusfredo Santini, do Concais, em Santos, é dele. Além de ser diretor na Secretaria do Meio Ambiente, ele é fotógrafo e empresário.

    Aliás, a última empreitada dele é organizar (80 paus por cabeça) passeios de barco pelo Rio Casqueiro até a Fortaleza da Barra, em Santos, com música ao vivo e muita comida. Cada vez fico mais convicto que o único “verde” que este senhor realmente gosta é o “verde” do dólar. “Eco-negócios”.

    “Mini-sítio”

    Segundo a Secretaria do Meio Ambiente, existe um “mini-sítio” no Parque Ecológico Cotia-Pará. Mas, quando vamos lá não é bem isso que encontramos. Nas imagens em anexo eu mostro isso. As primeiras fotos são do local onde sobrevivia um cavalo e uma vaca (morreu no começo deste ano), e ao lado algumas cabras. Isto era o “mini-sítio”!

    Como podemos ver o local é pequeno, improvisado e, incrível, todo a superfície do recinto do cavalo e da vaca concretado! Estes animais sobreviveram ali por anos, nas piores condições. Por diversas vezes “quebrei o pau” com o Secretário do Meio Ambiente da época (gestão Clermont), que foi o mentor deste absurdo. Até os 15 pavões azuis que viviam soltos no parque este secretário, um ex-militar, confinou num espaço reduzido, sem verde, ao lado do “mini-sítio”.

    As outras imagens mostram o novo espaço do cavalo (o aspecto físico dele não é dos melhores, mas já foi muito pior) e das cabras, o atual “mini-sítio”. Aliás, este local se chama Centro de Equoterapia de Cubatão, mas nunca funcionou, é outro “mar de lamas” da municipalidade, os animais estão ali porque o lugar estava sem uso, desde 2008, quando foi “inaugurado” pelo Prefeito de Cubatão Clermont Castor, o Secretário do Meio Ambiente, coronel Eduardo Silveira Bello e o Presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente, e a Presidente da APAE.

    Aqui tenho que abrir um parêntesis, pois, no começo do governo da prefeita Marcia Rosa, eu cruzei por acaso, no Parque Ecológico do Perequê, o novo Secretário do Meio Ambiente da cidade, então “expliquei” para ele e outras pessoas que o acompanhavam, inclusive o senhor Rolando Roebellen, que aquele “mini-sítio” era um tremendo absurdo e que no parque existia um espaço sem uso onde aqueles animais poderiam ser “soltos”. E não é que este secretário, Daniel Ravanelli Losada, “soltou” os bichos em poucos dias? Mas este secretário não ficou nem cinco meses no cargo, foi substituído, por outros motivos.

    Moésio Rebouças

    Cotia-Pará

    Sou professora do ensino secundário em Portugal e acabo de regressar do Brasil, país que muito amo, após um período de férias, na região de São Paulo e Santos. Através de informações do Santos e Região Convention & Visitors Bureau fui visitar o Parque Ecológico Cotia-Pará, em Cubatão, e em particular o zoológico. Agora, já regressada a Portugal, aquelas imagens perseguem-me. Fiquei muito incomodada, com pena daqueles pobres animais. É escandaloso o que lá se passa. O zoológico do Parque é um lugar onde nunca levaria os meus alunos, pelo contrário, os levaria lá para lhes mostrar como não devíamos tratar os animais. Vi, e senti, animais debilitados, em habitats degradantes, mal cuidados, sem qualquer relação com as suas condições naturais. Fiquei, também, abismada quando soube que o local era visitado por alunos das escolas da região, acompanhados pelos seus professores. Resolvi, assim, protestar contra esta situação, acreditando que chegará a bom porto esta denúncia. Os animais agradecem e as crianças também!

    Maria Celeste Rodrigues Oliveira

    Lisboa, Portugal

  10. Cristina

    DECLARAÇÃO PÚBLICA DE ACADÊMICOS E ESTUDANTES BRASILEIROS EM APOIO À GREVE DE FOME MAPUCHE

    Estamos acompanhando, há mais de dois meses, a delicada situação que vivem os 32 presos políticos mapuche que mantêm uma greve de fome em diversos sistemas penitenciários chilenos.
    Esta ação pretende denunciar as irregularidades dos processos judiciais que os afetam, como conseqüência da aplicação da Lei Antiterrorista – antiga normativa de segurança interior do estado, instituída pelo governo militar, em 1984 – frente as legítimas manifestações de reivindicação forjadas por diversas comunidades mapuche que vêm lutando pela restituição de seus territórios ancestrais usurpados e pelo reconhecimento de seus direitos fundamentais.
    O rigoroso processo de criminalização do movimento mapuche – pelo qual 58 pessoas têm sido processadas, das quais 5 se encontram condenadas, 42 em prisão preventiva e 11 cumprindo medidas cautelares – se caracteriza pela aplicação de procedimentos que atentam contra as leis e tratados internacionais assinados pelo Chile, tal como foi reconhecido pela fiscal da Corte Suprema, Mónica Maldonado.
    Ações como: tortura aos detidos, montagem ilegítima de “provas” de incriminação, invasões ilegais de domicílio, manipulação de testemunhas sob proteção, violência policial excessiva, entre outras ações, formam parte das irregularidades constatadas nos processos judiciais em andamento.
    É claro, no entanto, que isto não se trata de uma conjuntura particular. O uso da violência contra o povo mapuche vem se desdobrando, há vários anos, também no âmbito das comunidades.
    A militarização das áreas em conflito e a atuação da polícia chilena, em muitos casos, como defensora dos grandes empresários do agronegócio, causaram um derramamento de sangue unilateral e impune, que já ocasionou a morte, nos últimos anos, de três jovens mapuche: Alex Lemún, Matías Catrileo e Jaime Mendoza Collío.
    Em função da nossa ligação com o mundo acadêmico brasileiro e preocupados com as atuais condições do povo mapuche, assim como aderindo às numerosas manifestações de solidariedade internacional sobre suas demandas, nós, os abaixo assinantes, nos permitimos exigir do Estado chileno
    1) respeitar os tratados e convênios internacionais assinados (especialmente a Declaração Universal de Direitos Humanos e o Convênio 169 da OIT);
    2) desmilitarizar o território mapuche;
    3) modificar a Lei 18.314 sobre condutas terroristas;
    4) respeitar o direito das pessoas a um processo judicial equitativo e
    5) atender de forma imediata às exigências colocadas pelos mapuche em greve, procurando evitar um final trágico.
    Nas proximidades das comemorações do Bicentenário do Chile, deve haver, certamente, alguns cidadãos – em particular aqueles que têm sido tratados como cidadãos de segunda categoria –, que não terão nada a festejar. É necessário, portanto, criar de forma definitiva as instâncias políticas, sociais e culturais para reconhecer e saldar a dívida histórica contraída pelo estado chileno com os mapuche e com as diversas populações originárias que habitam o território nacional. Acreditamos que esse seja o único caminho possível para garantir o futuro de uma sociedade realmente democrática e intercultural.

    CAMPINAS, 09 de Setembro de 2010

    Caros colegas:
    (para encaminhar com seus contatos)
    Sua adesão poderá ser manifestada mediante o abaixo assinado, enviando um correio eletrônico ao endereço

    apoiomapuche.brasil@gmail.com.

    Pede-se as seguintes informações:
    Nome, Filiação Inst…itucional (Universidade), Programa e, se for o caso, Centro ou Núcleo de pesquisa.
    A primeira etapa da coleta de assinaturas será até o dia 11 de setembro, para o documento ser entregue diretamente aos mapuche que mantêm a greve de fome.
    A segunda etapa da coleta será até o dia 20 de setembro, com a intenção de entregar a declaração às autoridades chilenas e difundir em diversas instâncias.

  11. Olá amig@s,

    Escrevo para lembra-l@s de que o Espaço Ay Carmela! ainda precisa
    daquelas doações amigas para se manter aberto, não importa a quantia e
    sim a regularidade 🙂

    Por conta das doações que recebemos nos últimos dois meses, estamos
    conseguindo na medida do impossível pagar as contas, mas as coisas ainda
    não se normalizaram, por isso a colaboração de tod@s é indispensável.

    Evite que um espaço autônomo feche por falta de dinheiro!

    A conta do Ay! para doações é na Caixa Econômica Federal
    Ag:4070 Op:013 C.Poupança:00012424-3, ela está em nome de Eric, os
    depósitos também podem se feitos em qualquer Casa Lotérica ou
    pessoalmente para qualquer pessoa do Coletivo Gestor do Espaço, também
    retiramos doações em casa 🙂

    Mensalmente os gastos do espaço giram em torno de R$2.000,00

    Aluguel – R$1.647,08
    Telefone + Internet – R$ 155
    Água – R$ 55
    Luz – R$25
    Material Limpeza + Galão de Água – R$200

    As entradas de doações que o espaço recebe são por volta de:

    Doações de indivíduos – R$450,00

    Doações de coletivos que utilizam o espaço – R$750

    Ou seja, temos uma conta que não fecha, e para fazer ela fechar as
    pessoas que fazem parte do coletivo gestor do Ay!, organizam eventos,
    como debates, mostra de filmes e almoços para poder arrecadar o que falta.

    Nós do coletivo gestor do Ay, gostaríamos de nos dedicar mais aos nossos
    grupos de afinidade, mas quase não temos tempo, pois dedicamos nosso
    pouco tempo livre ao Ay, por isso estamos convidadando @s interessad@s
    para ajudar na gestão deste espaço!

    Nossas reuniões acontecem a cada 15 dias e são divulgadas em nosso site:
    http://www.ay-carmela.birosca.org/

    Se você não pode colaborar financeiramente, colabore organizando um
    evento ou participando dos que já acontecem no Ay! e ajude a divulgar
    nossa programação.

    Agradecemos a colaboração de tod@s
    Espaço Ay Carmela!

    Site: http://ay-carmela.birosca.org/

    Doações Conta: Caixa Econômica Federal ou Casas Lotéricas
    Ag:4070 Op:013 C.Poupança:00012424-3

  12. Olá!
    Estamos organizando na Unifesp-Baixada Santista, um ATO contra a criminalização dos movimentos sociais.
    O ato é uma iniciativa de professores, alunos e técnicos do Curso de Serviço Social, pois achamos que não podemos ficar assistindo à barbárie de braços cruzados.
    Será no dia 3 de junho, sexta-feira, às 17h00, na Universidade Federal de São Paulo, Campus Baixada Santista, Unidade Ponta da Praia.
    “Contra a criminalização dos movimentros sociais, repúdio ao assassinato de Josés e Marias e em defesa do Meio Ambiente”.
    Já contaremos com a presença de representante do Tribunal Popular, das Mães de Maio, MST e achamos extremamente importante termos um(a) representante da Alternativa Verde.
    Por favor, dêem um retorno o mais rápido possível.
    Um abraço
    Renata

    Profa. Dra. Renata Gonçalves
    Unifesp Baixada Santista
    Tel.: (11) 3722 2112 ou (11) 8234 4582

  13. Boa tarde, gostaria de saber se há halgum telefone que eu possa entrar em contato com voc~es ou e-mail? Obrigada. Mayla

  14. Boa tarde, gostaria de saber se há algum telefone que eu possa entrar em contato com vocês ou e-mail? Obrigada. Mayla

  15. Caros do Coletivo Alternativa Verde
    Estamos necessitando um contato com esse coletivo (nome, mail e telefone). Por gentileza queiram encaminhar a resposta para adriano@maternatura.org.br. Obrigado. Adriano Wild Rede de ONGs da Mata Atlântica.

  16. Caros do Coletivo Alternativa Verde – SP – estamos tentando localizar um contato dessa instituição filiada a RMA pois estamos de site novo http://www.rma.org.br e precisamos orientar como incluí-los nesse site. Mandem para rma.contato@gmail.com Obrigado Adriano-Rede de ONGs da Mata Atlântica

    • Adriano, como explicamos na resposta dada em 13/04/2014, infelizmente o CAVE não está mais ativo, somente mantemos a página do blog com informações. Eventualmente os companheiros da Baixada Santista podem se mobilizar para alguma ação pontual. Passo como contato em Santos: Giulius Ferreira, espiralsagrado@hotmail.com, tel prof. (13) 3219-6019. Contato do blog no Rio de Janeiro: Carlo Romani, caromani@unirio.br, tel. prof (21) 32683298

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