PETROBRÁS: POLUIÇÃO E MORTE DE PESCADORES NA BAÍA DE GUANABARA

Mataram mais dois pescadores da AHOMAR (grupo da Baía de Guanabara que esteve presente no Seminário sobre Racismo Ambiental na RIO+20). Informações sobre o coletivo no link abaixo. Segue a denúncia recebida por uma ativista local, a Inny.

Durante a Rio + 20 foi feita uma visita guiada à associação de pescadores em Magé junto a ambientalistas estrangeiros.  O toxi-tour acompanhado de uma delegação de visitantes internacionais foi alvo de criticas dos políticos locais e recebeu a atenção a contragosto do secretário de meio ambiente de Magé, que tentou disputar a atenção da mídia e da população. Há muita gente lutando na região. Não são somente pescadores. A Petrobras está acabando com a vida de moradores pobres que vivem da pesca e que estão bravamente resistindo. Não se esqueçam que esta região foi a mais castigada com o colossal derramamento de óleo dessa empresa de produção de sujeira que faz greenwashing e se diz sustentável. Trata-se de gente muito pobre, em um local que foi considerado o mais pobre do Rio de Janeiro, com poucos meios de defesa através dos instrumentos locais. São as vítimas do que chamamos de racismo ambiental, pois a política capitalista de desenvolvimento sustentável visa destruir todas as comunidades tradicionais que vivem da extração não predatória dos recursos naturais, geralmente populações de negros, mestiços ou brancos pobres. Eles estão matando esta gente, um a um. O toxi-tour foi realizado com a companhia dos PMs que faziam a escolta do pescador Alexandre Anderson. Porém trata-se, nós sabemos, de uma polícia corrompida, que trabalha ao estilo dos velhos jagunços para novos coronéis da insustentabilidade, portanto uma policia em quem não se pode confiar. Eles esperaram terminar a RIO+20 para matar mais dois pescadores. Este é o recado para os ativistas e para todos aqueles que resistem ao avanço do capitalismo poluidor e predatório. Estava claro que eles não iriam aceitar visitas de observadores estrangeiros assim sem dar uma resposta amarga aos elos mais fracos da população.

Página sobre racismo ambiental: http://racismoambiental.net.br/2012/06/rj-grupo-homens-do-mar-da-baia-de-guanabara-um-pescador-assassinado-e-outro-desaparecido/

Foi Alexandre Anderson, incansável lutador, que repassou as notícias revoltantes, no final da noite de ontem, domingo. Na primeira, informava que dois pescadores e lideranças do Grupo Homens do Mar estavam desaparecidos desde a noite de sexta-feira, quando haviam saído para pescar:  Almir, fundador e liderança local da AHOMAR, e Pituca, também um dos fundadores, líder e único articulador da resistência na Ilha de Paquetá. Alexandre Anderson escrevia ainda que estava indo para a praia, “organizar as buscas da noite”, e que faria novos contatos. O novo contato chegou pouco tempo depois, e nele Alexandre soltava sua revolta: Almir havia sido encontrado morto, com as mãos amarradas nas costas e marcas claras de execução. Não poderia haver dúvida quanto ao assassinato. Pituca continuava desaparecido.

Com as notícias, a mensagem desesperada: “Nos ajude! Estão matando nossos amigos! Nosso sonho! O pior é que não tem polícia em Mauá, onde moro!” Alexandre Anderson faz parte, a duras penas, do Programa de Defensores dos Direitos Humanos, depois de muitas ameaças e alguns atentados. Mal ou bem, Almir e (provavelmente) Pituca não tiveram essa “sorte”.

Nossa solidariedade para as famílias e amigos de Almir e Pituca. Que ele, pelo menos, apareça vivo, é o que desejamos. Mas é inadmissível que essa situação continue! É urgente que se faça Justiça!”

1 comentário

Arquivado em Baia de Guanabara, Petrobras, poluiçao ambiental, Racismo ambiental

Chamado a Cúpula dos Povos

Chamada do companheiro João Correia da Comissão Pró-Universidade Popular para participar diretamente sem burcracias na cupula dos Povos, evento paralelo a Rio + 20.
Está para ocorrer no Brasil-Rio de Janeiro-RJ, a Rio+20, que reunirá governantes de todo o planeta. Paralelo a este evento de governantes e capitalistas vai ocorrer a Cúpula dos Povos, movimento que aglutina, tanto organizações e indivíduos de esquerda, como de direita, também ongs e sindicatos, povos tradicionais de terreiro, quiombolas, idígenas de várias nações, porras loucas…
Estamos sentados num barril de hidrogênio, a rede está sendo instalada e os fios estão sendo conectados. Túnisia, Marrocos, Túrquia, Grécia, Portugal, Espanha, Itália, México, França, Polônia, Inglaterra, Estados Unidos da América, Bolívia, Equador, Chile, Angola, África do Sul, Rússia… A natureza agoniza, o capitalismo mantém sua máquina de consumo 24horas ligada. A carne e o sangue da humanidade trabalhadora, desempregados, idosos, crianças, negros e índios lubrificam as engrenagens fascistas de estados e corporações.
Não nos enganam com migalhas e com circo, não nos enganam com religiões e televisão. Constatamos com a Primavera Árabe, com as Ocupações ao redor do mundo, e sobretudo en la acampaDelSol en la ciudad de Madri, onde os agrupamentos anarcosindicalistas somaram às suas formas de luta e ação direta às Ocupações em dezenas de cidades da Espanha. Marcham juntas CNT e CGT contra o governo e as coorporações.

Por conta do levante popular nos lugares citados, onde nós anarquistas tornamos mais nítidas as formas de exploração e assassínio do sistema capitalista, estamos sendo perseguidos novamente, em vários países, alguns de governo a esquerda, em especial os comunistas, se associam a fascistas, como na Grécia, e nos caçam para impedir o levante revolucionário.

Estou no Rio de Janeiro e agora, como esperavamos/trabalhavamos, chega mais um momento para mandarmos o recado de solidariedade aos nossos companheiros perseguidos pelo mundo, e iniciarmos os exercícios da ginástica revolucinonária. Debelar a cortina de fumaça baseada na política de pão e circo realizada no Brasil e em toda a América é um passo, ações diretas comprometidas com as lutas travadas no território nacional, enlaces com as lutas dos companheiros vizinhos.
Na noite de 17 de maio deste ano reuniu-se um pequeno agrupamento articulador da OcupaRio em 2011, dentre os quais, alguns anarquistas, libertários, outros da esquerda teórica tradicional. Neste encontro se decidiu então realizar a tomada de praças em comunhão com vários movimentos de todo o planeta, ao longo desta ocupação/acampada será feito streaming/gravações de depoimentos/transmissão de rádio e cobertura de ações diretas. As ações feitas por nós, se darão em acordo, como sempre, quando nos encontrarmos.
Em fim, vamos promover a Acampada no maio Brasileiro para exercitar mais uma vez a potência revolucionária que está contida em todos e precisa ser liberada com toda sua força destruidora e criativa. Convite feito, chamado gritado, conclamamos todos às ruas.
Saudações anarquistas. Abraços fraternos

João

Deixe um comentário

Arquivado em Anarquismo, anti-globalizacao, Autonomismo, Ecologia Social

Um grito Guarani no meio do silencio. Perseguição aos Guarani na Argentina

Un grito guaraní en medio del silencio

Claudia Rafael, Pelota de Trapo (16.05.12)

texto publicado em http://www.fondation-besnard.org/article.php3?id_article=1536

Daniel Solano, con sus ojos rasgados y el barro eterno en la piel espejaba los vericuetos de historias que se entrecruzan una y mil veces. Daniel Solano ya no está. Vivía en Misión Cherenta, en Tartagal. Llevaba en la sangre la pertenencia indisoluble a la etnia guaraní. Todavía se lo extraña en Sportivo Guaraní donde la hinchada viva su nombre y grita su ausencia en la segunda fase de un certamen de la AFA. Es el primer equipo indígena de la historia que llega a esa instancia. Pero él no lo supo.

Daniel buscaba un lugar en el mundo.

Como tantos en los arrabales de esa patria olvidada viajó hasta Choele Choel [Provincia de Río Negro, Patagonia] a ganarse unos cuantos pesos en la cosecha de la manzana. Más de un día y medio en el traqueteo del colectivo desgastado, junto a otros 60 guaraníes como él, con un falso título de turistas para atravesar fronteras y paisajes desérticos y de los otros. A medio camino de esos 2100 kilómetros, los bajaron del micro y les hicieron llenar y firmar un simulacro de contrato en el que se aseguraba que ante el menor “conflicto” con la policía o la justicia, la empresa los echaría sin miramientos.

La historia de Daniel pincela a borbotones la crónica rancia y oscura de este país. Engullidor cruel de sueños velados.

Nació un 2 de noviembre, en 1984. Único varón en una familia de seis hijos. La mamá, Dorila Tercero, murió cuando Daniel tenía apenas 14. Allí, en Misión Cherenta viven unos 3000 guaraníes que deambulan sus días en la ausencia de empleo y de mañana.

El trabajo golondrina suele ser para muchos, la única y tenue esperanza a la que asirse cada año. También para Daniel.

Cuentan que un puntero del lugar suele ser contratado para promover el trabajo en las cosechas. Se trata de hablar por una FM del lugar y difundir las bondades de ese trabajo duro pero de buena paga. El puntero se lleva unos 3000 pesos por esa tarea de captación más el extra por llenar el micro. Y 60 trabajadores cada vez suben a esos colectivos cargados de sueños rotos.

Ya Daniel había viajado el año anterior. El 10 de octubre llegó por última vez a Choele Choel y se hospedaba en gamelas, como todo el resto. Sabía que en esta ocasión debería trabajar en el raleo de la manzana. Ir quitando a mano el exceso de frutas para equilibrar la maduración y mejorar la cosecha.

Cuando el 28 fue a cobrar su primer sueldo, se encontró con que apenas se le pagaban 800 de los 3000 prometidos. Hizo lo que no se debía hacer: reclamar. Hacer oir la voz suele ser un peligro de efectos colectivos y eso no se debe permitir. Daniel tenía lo que pocos tienen: un título secundario de la escuela técnica OEA, de Tartagal. Hay quienes dicen que le ofrecieron entonces el rol de puntero, pero que él no quiso.

El 4 de octubre compró un teléfono celular, le escribió a su novia “te extraño, mi amor” y le pidió que le cargara 10 pesos de crédito. Sus últimas huellas se diluyeron en el boliche Macuba, de Choele Choel, algunas horas más tarde.

Ayer, una patrulla de buzos buscaba su cuerpo con perros rastreadores. La misma búsqueda en los mismos exactos lugares en que fue buscado a poco de su desaparición por policías comandados por uno de los ahora 22 imputados en la causa.

Walberto Solano, el papá de Daniel, lleva 10 días en huelga de hambre en Río Negro. Hace frío para su piel tan salteña y guaraní. Lo internaron en terapia intensiva con signos de hipotermia.

***

“De sol a sol”, suele ser el común denominador para los trabajadores rurales en condiciones de semiesclavitud. Taperas, gamelas, carpas plásticas suelen ser el refugio en las noches para un trabajo dolorosamente duro. Hacinados en camiones, amontonados en colectivos añejos, son llevados desde una tierra de pobrezas hondas hacia los oasis del cultivo en donde las promesas mutan en decepción.

En Río negro las denuncias suelen multiplicarse año tras año como epidemia imparable. Como aquel enero de 2010 en que encontraron a cientos de trabajadores hacinados en un galpón de la misma ciudad en que por octubre de 2011 se hospedaba Daniel Solano. “Les habían ofrecido 81 pesos por día y vivienda. En cambio le daban 30 pesos y un tinglado superpoblado. La mitad de los trabajadores dormía sobre el piso. Si alguien reclamaba, en el predio había policías de la provincia que amenazaban con reprimir”, escribía por entonces Darío Aranda en Página 12.

La cosecha del ajo y la uva, en Cuyo; de la manzana y la fruta fina en el Valle Medio y Alto Valle; de la oliva, en Catamarca y La Rioja; del arándano, en Entre Ríos multiplican esa práctica ancestral de explotación.

Una expoliación sostenida que forja riquezas a fuerza de silencios y complicidades. Pero que perdura en el tiempo con la orden férrea de no sacar los pies del plato. De lo contrario sobrevendrán otras prácticas aleccionadoras.

El ya disuelto y temible grupo antimotines Bora, de la policía rionegrina, trabajaba como guardia privada de la empresa Expofrut Univeg SA en sus instalaciones frutículas de Lamarque. Una firma que sostiene el eslogan de “estricto cumplimiento de estándares de calidad y buenas prácticas” mientras mantiene en la semiesclavitud a miles y miles de trabajadores golondrina.

Daniel Solano ya no está. Desapareció aquella madrugada del 5 de noviembre a poco de haber levantado su voz contra la contratista Agro Cosecha que lo llevó a trabajar para Expofrut. Hay 22 policías imputados por presunto encubrimiento, empresarios sospechados, dirigentes políticos y gremiales que callaron o asintieron.

“La cadena de complicidades incluye a los empresarios, intermediarios, sindicatos y Estado”, afirma Guillermo Neiman, investigador agrario de la Flacso, cuando analiza la estructura íntima de la explotación rural. Hay indudablemente un entramado profundo que desnuda la médula del trabajo golondrina.

Una cadena que sigue acoplando engranajes y aceitando sus eslabones en cada nuevo micro cargado de trabajadores extorsionados en la sumisión, a sabiendas de que una larga fila de desarrapados los podrá reemplazar ante el menor gritito tenue en medio del silencio.

Deixe um comentário

Arquivado em Anarquismo, Indigenas, Indios Guarani

Cubatão é limpeza!!!!

Depois de um longo tempo, voltamos!!! Essas imagens foram tiradas recentemente no Rio Casqueiro em Cubatão.

A turma do CONTRA voltou. Mas vejam as imagens abaixo e nos digam, dá para ser a FAVOR?

Descansando a beira do Casqueiro

A sala de estar do Casqueiro

De acordo com a legislacao de descarte de pneus

reciclando o Capital

Retirando o lixo das ruas

Mare baixa, na alta nao da pra ver

Mas vamos ficar por aqui

Deixe um comentário

Arquivado em Cubatao, Fauna nos manguezais, poluiçao ambiental

Massacre de indígenas em acampamento em Amambai

Carta de Protesto

Estudantes Guarani e Kaiowá dos cursos de Ciências Sociais e História e moradores da aldeia de Amambaí.

Por volta das seis horas chegaram os pistoleiros. Os homens entraram em fila já chamando pelo Nísio. Eles falavam segura o Nísio, segura o Nísio. Quando Nísio é visto, recebe o primeiro tiro na garganta e com isso seu corpo começou tremer. Em seguida levou mais um tiro no peito e na perna. O neto pequeno de Nísio viu o avô no chão e correu para agarrar o avô. Com isso um pistoleiro veio e começou a bater no rosto de Nísio com a arma. Mais duas pessoas foram assassinadas. Alguns outros receberam tiros mas sobreviveram. Atiraram com balas de borracha também. As pessoas gritavam e corriam de um lado para o outro tentando fugir e se esconder no mato. As pessoas se jogavam de um barranco que tem no acampamento. Um rapaz que foi atingido por um tiro de borracha se jogou no barranco e quebrou a perna. Ele não conseguiu fugir junto com os outros então tiveram que esconder ele embaixo de galhos de árvore para que ele não fosse morto.Outro rapaz se escondeu em cima de uma árvore e foi ele que me ligou para me contar o que tinha acontecido. Ele contou logo em seguida. Ele ligou chorando muito. Ele contou que chutaram o corpo de Nísio para ver se ele estava morto e ainda deram mais um tiro para garantir que a liderança estava morta. Ergueram o corpo dele e jogaram na caçamba da caminhonete levando o corpo dele embora.Nós estamos aqui reunidos para pedir união e justiça neste momento. Afinal, o que é o índio para a sociedade brasileira? Vemos hoje os direitos humanos, a defesa do meio ambiente, dos animais. Mas e as populações indígenas, como vem sendo tratadas? As pessoas que fizeram isso conhecem as leis, sabem de direitos, sabem como deve ser feita a demarcação da terra indígena, sabem que isso é feito na justiça. Então porque eles fazem isso? Eles estão acima da lei? O estado do Mato Grosso do Sul é um dos últimos estados do Brasil mas é o primeiro em violência contra os povos indígenas. É o estado que mais mata a população indígena. Parece que o nazismo está presente aqui. Parece que o Mato Grosso do Sul se tornou um campo de fuzilamento dos povos indígenas. Prova disso é a execução do Nísio. Quando não matam assim matam por atropelamento. Nós podemos dizer que o estado, os políticos e a sociedade são cúmplices dessa violência quando eles não falam nada, quando não fazem nada para isso mudar. Os índios se tornaram os novos judeus. E onde estão nossos direitos, os direitos humanos, a própria constituição? E nós estamos aí sujeito a essa violência. Os índios vivem com medo, medo de morrer. Mas isso não aquieta a luta pela demarcação das terras indígenas. Porque Ñandejara está do lado do bom e com certeza quem faz a justiça final é ele. Se a justiça da terra não funcionar a justiça de deus vai funcionar.

Abraço fraterno,

Giva

blog:http://infanciaurgente.blogspot.com/

Penso que não cegámos, penso que estamos cegos, Cegos que veem, Cegos que, vendo, não veem  – J. Saramago

1 comentário

Arquivado em Autonomismo, Indigenas

Tribunal Popular da Terra

image.jpeg

O Tribunal Popular é uma iniciativa que surge em 2008, com o aniversário de 60 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos, quando uma série de entidades passou a discutir e refletir acerca das constantes violações aos direitos humanos cometidas pelo Estado brasileiro, reforçando seu modelo opressor e a serviço do capital, que tem como alvo principal as parcelas mais pobres da população brasileira, em especial a população negra e indígena.

É com este objetivo, de denúncia à violação de direitos humanos, que estamos construindo o Seminário Popular da Terra na Baixada Santista, pois as populações indígenas locais estão sofrendo constantes ameaças de serem retiradas dos locais onde vivem, falta de condições para subsistência, perseguição, criminalização e vários outros direitos feridos pelo Estado. Além destes, vemos as populações mais pobres também sofrerem com despejos e a falta de projetos para moradias dignas, fruto de uma especulação imobiliária atrelada a exploração na camada do pré-sal da Bacia de Santos, a ampliação do Porto e a Copa do Mundo.
Com o Seminário Popular da Baixada Santista, pretendemos apresentar aos diversos grupos atingidos pelo processo de desenvolvimento e discutir assuntos que, apesar de parecerem distintos, são todos referentes a mesma questão: o direito à terra.

PROGRAMAÇÃO:

Sábado dia 05 de novembro.

7h- Café da Manhã.

8h- Abertura Tribunal Popular e lançamento do livro (Givanildo e Sassá)

9h – Mesa com os três eixos – questão indígena, questão urbana e megaeventos.

12h às 14h- Almoço

14h – Brigadas (dividiremos em duas brigadas temáticas (urbana e indigena), para possibilitar maiores discussões, com facilitadores para os temas e relatores em cada brigada, caso alguma brigada fique com muita gente será subdividida).
18h- Janta e Noite cultural com o ritual indigena e sarau.

Domingo 06 de novembro.

7h- Alvorada.
7h30min – Café da manhã.
8h30min – Brigada.
11h até 13h- Almoço.
13h até 16h- Plenária final, encaminhamentos das brigadas e socialização das discussões.

16h- Encerramento com uma apresentação cultural.

LOCAL: Rua General Câmara, 410, Centro, Santos – http://bit.ly/tplOsM (link para o mapa)

Inscreva-se através do link http://bit.ly/seminariopopular11

Evento no facebook -> https://www.facebook.com/event.php?eid=230997306962596

 

Deixe um comentário

Arquivado em Autonomismo, cooperativismo, Politica

II MANIFESTO EKOLÓGICO-KULTURAL

        O 2o. Manifesto eKológico-Kultural será realizado no dia 13 de agosto – sábado -, a partir
das 17:00 horas, no Sindicato dos Metalúrgicos de Santos, av. Ana Costa, 55. O objetivo
deste evento é reunir num mesmo espaço as diversas manifestações ecológicas, com
arte e cultura, através de bandas musicais com temática ecológica e social, stands de
ONGs, estudantes, artesãos, indígenas e os mais diversos coletivos.

       Neste evento arrecada-se alimentos não perecíveis para aldeias guaranis da região, e
estarão presentes famílias guaranis vendendo e mostrando seus artesanatos. Haverá
também duas atividades paralelas, que é a da Pégasus do palhaço televisivo Mutreta com
seu espetáculo Ben 10 para as crianças – com uma cena ecológica – e a exibição do filme
“A Floresta das Esmeraldas”, do diretor John Boorman, com atores brasileiros e
internacionais, e que é uma verdadeira denúncia da destruição da floresta amazônica já há
tempos atrás e onde a luta indígena com seus aliados consegue deter a construção de
uma represa… O filme é baseado em fatos verídicos, e vem a coincidir com a atual luta
contra a represa de Belo Monte no Amazonas e que está gerando fortes protestos
nacionais e internacionais. O filme possui também um tremendo visual e autênticas cenas
de xamanismo ou pajelança. Esta atividade é co-organizada com o importante blog e
associação CineZen, e contará com seu principal diretor – André Azenha – como
comentarista, além do antropólogo e historiador Giulius Cesari, do CAVE.

     O evento contará ainda com a participação das bandas Casa de Ervas, Os Pícaros,
Chiapas Livre, Pau a Pique (música caiçara), Om Mar (reggae) e violeiros. Haverá Radio-
Atividade ao vivo com a participação da Rádio da Juventude de São Vicente (comunitária)
e a Rádio Ervas (virtual).

     A proposta do evento é feita pela Verde-América, pelo CAVE, juntamente com coletivos
culturais, Centro de Estudantes de Santos, Rádio da Juventude, Sindicatos dos
Metalúrgicos, SindServ, Bancários e outros. O caráter e a essência do Manifesto é
inspirado nas vertentes eco-socialista, ecologia social e ecologia profunda.

     O objetivo é divulgar as lutas ecológicas e ir paulatinamente organizando a sociedade
para a vitória da luta da Vida contra a Morte, e insiste na urgência do crescimento da
RESISTÊNCIA ECOLÓGICA E SOCIAL contra os graves ataques que estão sendo
dirigidos ao Meio Ambiente e à vida em geral, a saber: o novo e desastroso Código
Florestal; o absurdo da represa de Belo Monte no Amazonas; o genocídio dos índios
guarani-kaiowás no Mato Grosso do Sul, o impiedoso desmatamento do Amazonas, da
Mata Atlântica e do Cerrado, a intenção governamental de construir mais usinas nucleares,
mesmo depois do desastre de Fukushima; a permissividade dos transgênicos e agrotóxicos
na agricultura e pecuária brasileira; a destruição de manguezais, poluição da exágua
potável e das praias; e a desmedida especulação das construtoras e gritante
verticalização urbana.

Deixe um comentário

Arquivado em Anarquismo, Autonomismo, Baixada Santista, Ecologia Social, Indigenas, Politica

Por uma visão libertária da História

Convidamos todos (as) a participarem do curso a ser oferecido pelo companheiro Giulius.

3 Comentários

Arquivado em Anarquismo

Alternativas de mobilização para a região de Santos.

Alternativas de mobilização para a região de Santos.

Reunião no dia 3 de agosto quarta-feira a noite 20h

Local: Casa da JOC  Rua da constituição 331 Centro/ Santos

É muito importante debatermos a org. e propormos ações na região, mas principalmente o caráter destas que a meu ver devem ser apartidarias, antielecionistas, horizontais e vetadas a qualquer projeto político vinculado ou ligado às eleições do ano que vem. Para ser bem claro, principalmente sem nenhuma relação com os partidos que estão no atual governo e que fazem parte da direita do pais. Sim de direita pois não VEJO DIERENÇA ALGUMA ENTRE PT E PSDB TUDO FARINHA DO MESMO SACO. Este debate é de suma importância, pois os motivos da atual desmobilização na nossa região foram entre outros  a falta de clareza ideológica e a cooptação por parte do aparelho político partidário de boa parte dos movimentos sociais e seus ativistas. 3 de agosto estamos lá para criarmos juntos uma movimentação séria e a meu ver (autônoma) para esta cidade, se não deixa como esta porque do chão não passa.

Um abraço libertário
Giulius

Em resposta a

Queríamos propor a tod@s uma reunião pra discutir sobre nossa realidade regional enquanto força militante no sentido de criar articulações e fomentar manifestações. Qual o objetivo? Como todos sabemos diversas manifestações estão ocorrendo freqüentemente em algumas partes do Brasil e no mundo, discussões sobre o Tribunal da terra estão sendo levantadas, inclusive de trazer o tribunal aqui pra Baixada o que é importante, sem contar o código florestal, Belomonte, PAC enfim, todos estamos cientes sobre essa coisas. Mas de que forma podemos ser mais ofensivos? E levar essa discussão a público. Temos uma região caótica neste sentido de informar e instigar a população a discutir sua realidade, ano que vem tem eleição e não há novidades…

Pessoal o que queríamos propor era nessa reunião pensarmos alternativas ofensivas de resistência.

Abraços. tamujunto na luta!

“A luta revolucionária só pode ser construída coletivamente.”

Rádio da Juventude – sintonizando atitude!

www.radiodajuventude.wordpress.com

www.twitter.com/radiojoc

www.facebook.com/radiojoc

Tel.: (13) 3029-7712

Deixe um comentário

Arquivado em Anarquismo, anti-globalizacao, Autonomismo, Baixada Santista, Politica, VOTO NULO

Manifestação Pública – Xingu Vivo

Manifesto Público – Xingu Vivo

Todos estão convidados a fazer o seu papel em defesa da vida na região do XINGU.

Estamos convocado a todos para comparecer a uma manifestação de protesto que o Cadeia promoverá.

Esta Manifestação Pública de Protesto é inteiramente desvinculada de aspectos político-partidários, constituindo-se num movimento de protesto de cidadãos brasileiros, em solidariedade aos povos atingidos pela mega construção de Belo Monte, cheia de irregularidades e violações aos direitos humanos, com prejuízo irreparável aos animais e à flora da região afetada.

A convocação foi feita inicialmente através do seguinte link do Facebook:
http://www.facebook.com/event.php?eid=248199255191179

Rio de Janeiro/RJ
Dia 31/07 – Domingo
Local: Em frente ao Hotel Copacabana Palace, Praia de Copacabana, no RJ.
Horário: 14 horas

São Paulo/SP
Neste mesmo dia e horário
acontecerá em Manifestação com objetivo idêntico em São Paulo, Capital.
Local: Vão do Masp, Avenida Paulista
Horário: 14:00 às 18:30 hs

Deixe um comentário

Arquivado em anti-globalizacao, cooperativismo, Ecologia Social, Indigenas, Politica