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Santos (SP): 1ª Feira Anarquista da Baixada Santista acontece em 23 de agosto, das 10h às 18h

C o m u n i c a d o:
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Informamos que no dia 23 de agosto de 2014 (na mesma data onde se recorda os 87 anos do assassinato legalizado dos anarquistas Nicola Sacco & Bartolomeo Vanzetti), será realizada a 1ª Feira Anarquista da Baixada Santista, na Vila do Teatro, na Praça dos Andradas, 95 (ao lado da rodoviária), Centro, Santos (SP), das 10h às 18h.
 
O evento pretende reunir várias editoras e coletivos para exporem suas publicações (livros, jornais, revistas, zines e outros materiais libertários), promovendo uma experiência associativa entre os grupos e as pessoas envolvidas, difundindo as ideias libertárias através de sua prática. Haverá venda, troca e distribuição gratuita de diversos materiais libertários.
 
Até o momento, temos as seguintes presenças confirmadas: Im/prensa Marginal (São Paulo), Ativismo Abc (Santo André-SP), Coletiva Marana (São Paulo), Biblioteca Terra Livre (São Paulo), Centro de Cultura Social (São Paulo), Editora Faísca (São Paulo), Editora Imaginário (São Paulo), Movimento Anarco-Punk (São Paulo), Laboratório de Educação Anarquista (São Paulo), De Bike No Velô Distro (São Paulo), Estrella Negra (Santiago/Chile), No Gods, No Masters (Itanhaém-SP), Hângü Cozinha Livre (Ilhabela-SP), 100% Vegetal (Guarujá-SP), Mães de Maio (Santos-SP), Santa Rosa Breakers (Guarujá-SP), Marcha da Maconha Santos (Santos-SP), Rádio da Juventude (São Vicente-SP), Núcleo de Estudos Libertários Carlo Aldegheri (Guarujá-SP).
 
Editoras de localidades distantes, que não poderão participar presencialmente da Feira, vão enviar suas publicações para a exposição.
 
Paralelamente à mostra editorial haverá palestras e debates, assim como diversas atividades culturais, como exposições (murais), oficinas, apresentações teatrais, espaço recreativo para crianças, musicais, poesias e outras atividades.
 
O cronograma de atividades para a 1ª Feira Anarquista da Baixada Santista até o momento está assim:
10h – Exibição do documentário “Libertários”;
11h – Debate: “Editoras Anarquistas”;
12h – Oficina de Produção de Livros (Marina Knup – Imprensa Marginal);
13h – Contador de História para Crianças (Laboratório de Educação Anarquista);
13h – Roda de Conversa Sobre Gênero;
14h – Teatro: “Uma Palhaçada Federal” com Os Panthanas;
15h – Debate: “As Eleições Numa Perspectiva Anarquista”;
16h30 – Debate: “Presos Políticos no Chile” (Coletivo Estrella Negra) & “Terrorismo de Estado”, por Débora (Mães de Maio);
18h – Encerramento com os grupos musicais: Mano Shabba, Ktarse, Revolta Popular, Pânico Brutal, entre outros à confirmar.
A 1º Feira Anarquista da Baixada Santista está sendo organizada num esforço conjunto entre grupos e indivíduos envolvidos com o Movimento Libertário da Baixada Santista.
 
Todxs estão convidadxs!
A entrada é gratuita!

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CAVE – Nova fase

Prezados leitores e prezadas leitoras do blog do CAVE.

Na prática, o CAVE não está mais funcionando, a não ser pela ação individual dos nossos bravos companheiros que continuam a militância ambientalista em alguma ação específica. Infelizmente, houve uma dispersão de alguns ativistas em função de mudanças de vida que os levaram a morar em outras regiões do país fora da Baixada Santista. O blog do CAVE durante um bom tempo ficou paralisado e agora será mantido com os relatos que nos forem enviados pelos companheiros dispersos no país e pelos amigos da Baixada Santista. O Rio de Janeiro será o local de onde centralizaremos as ações de redação do blog, por isso não estranhem se boa parte das informações for procedente daqui.

Abraços a todos e todas

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[FAG] Tomar as ruas por uma agenda contra a direita e o governismo. Avançar um programa de soluções populares!

Excelente análise de conjuntura dos companheiros anarquistas do RS

A larga noite das lutas de 17 de junho mudou a conjuntura brasileira e redimensionou os protestos sociais. A mobilização massiva de cerca de 1 milhão de manifestantes em dezenas de capitais e cidades do país e do mundo não acontecia em nossa história política desde o Fora Collor em 1992. Há um antes e um depois que põe na cena nacional um novo sujeito histórico coletivo que é catalisador de uma poderosa força social nas ruas.

Na gestação dessa nova correlação de forças a luta contra o aumento das tarifas do transporte coletivo é a expressão mais articulada de uma avalanche de sentimentos e demandas reprimidas que extrapolam os controles dominantes da sociedade brasileira. Há uma saturação do modelo capitalista aprofundado nos últimos 10 anos pela versão neo-desenvolvimentista dos governos do PT. Esse modelo prometeu um Brasil grande e moderno as custas de uma deterioração brutal do meio ambiente, dos espaços públicos e das condições de vida do povo trabalhador e da juventude.
O modelo dominante demandou um pacto social de classes que aumentou o poder dos grandes capitais sobre as cidades, os bens comuns e as fronteiras agrícolas. Todo o território foi redesenhado pelas representações do ideal produtivista de um lugar emergente no sistema mundial do poder e das riquezas. Mega-eventos, obras público-privadas de infra-estrutura, empresas do agronegócio estampam a ideologia do Brasil em crescimento. O neo-desenvolvimentismo se deve a uma variação do papel do Estado como fator de crescimento dos grandes capitais, integração relativa de setores populares e normatização social. Não quebra as estruturas dominantes do poder, da exploração e das desigualdades sociais, pelo contrário, a reformula e desata seus mecanismos através de uma ideologia sintonizada com certos desejos individuais de consumo e prosperidade.
A pretensa inclusão social por meio de bens particulares, associa a felicidade com o consumo, mas não é capaz de satisfazer demandas coletivas que formam a qualidade de vida nas cidades. A percepção de dias melhores pelo povo se esvai pelos efeitos insuportáveis de uma estrutura opressiva da vida social cotidiana. O desenvolvimento urbano acelera a desapropriação do direito dos setores populares sobre a cidade, restringe os espaços públicos e a mobilidade, deteriora a saúde e a educação, espalha o trabalho precário e flexível e negligencia o genocídio da juventude marginalizada das periferias. Para aqueles que não se integram em suas pautas de conduta e ao mundo da pobreza que não é assimilado por suas técnicas de poder, erige um Estado penal que abarrota o sistema penitenciário repleto de pobres e negros. Aos indesejados se desata uma agenda conservadora que reclama a redução da idade penal e a internação compulsória dos dependentes químicos.
Pelo interior do país este modelo é aplicado com força bruta sobre os direitos indígenas e quilombolas e contra uma reforma agrária e urbana que quebra os latifúndios revitalizados pelo agronegócio e a especulação imobiliária. Uma nova etapa da guerra de extermínio dos povos originários suprime a demarcação de terras e criminaliza a resistência, fazendo mortos e dizimando culturas.
O caráter nacional das lutas
Essa saturação do modo de vida ganhou expressão conflitiva pelas ruas de todo o país porque não se viu representada pelas instituições políticas burguesas ou pela voz da imprensa monopolista. No entanto, se num primeiro momento as mobilizações agitavam principalmente pautas relativas ao aumento das tarifas do transporte, temos visto serem agregadas um conjunto de bandeiras e reivindicações que dão contornos policlassistas às últimas mobilizações e em alguns casos, a exemplo de São Paulo, um caráter conservador e nacionalista e ufanista.
Nessa conjuntura de massificação das mobilizações, a grande mídia reorientou o seu discurso e se inicialmente atacava e criminalizava as manifestações, busca agora pautá-las fazendo um discurso que divide entre o que é o legítimo direito à manifestação e o que são atos de vandalismo realizados por uma minoria. Dessa forma, sai de cena o caráter classista e de esquerda das reivindicações por um transporte 100% público e entra em cena um discurso apolítico e muitas vezes de um nacionalismo extremamente ufanista, onde entram em cena gritos como o “jingle” da rede globo “sou brasileiro, com muito orgulho, com muito amor!”.
Se a direita mais conservadora do país tenta agora surfar na onda que não só não criou, como fez de tudo para reprimir, logrando já alguns ganhos e com isso semeando uma certa confusão entre o campo popular e de esquerda, não podemos tirar uma conclusão precipitada de que essa direita “virou a mesa”. O jogo esta em aberto e cabe ao conjunto da esquerda classista deste país redobrar os esforços no sentido de capitalizarmos ao máximo o sentimento de indignação que hoje varre o país. Sem sectarismos e disputas mesquinhas que levam a calúnia como meio de autoconstrução, urge à esquerda a responsabilidade de cerrar um punho forte e fazer frente ao inimigo.
Se nos precipitarmos afirmando que a direita “virou o jogo” e/ou ao mesmo tempo não formos capaz de superar vícios sectários e, em unidade na luta, incidir com uma pauta classista nesse cenário estaremos, desgraçadamente, entregando o controle das ruas à direita mais reacionária do país, que busca desatar um “carnaval da reação”, agitando sua pauta que inclui desde a genérica e oportunista “luta contra a corrupção” (como se este setor não estivesse inserido na corrupção estrutural que há no país) à redução da maioridade penal,  luta contra as “bolsas miséria” dentre outras reivindicações que agitam seus instrumentos de luta ideológica, os grandes oligopólios da mídia.
Os limites das ruas e a necessidade de organização desde baixo
A dimensão tomada pelos protestos, aliado ao trabalho que a grande mídia e setores da direita tem feito para introduzir suas pautas nas mobilizações, mostra os limites que essa modalidade de luta possui quando não há organização de base que lhe dê sustentação e retaguarda em períodos de refluxo.
Os setores que vem participando dos protestos são, em sua maioria, de uma geração jovem que não possui as mesmas referências de organização e de luta daquela geração do final dos anos 80 e inicio dos anos 90 que lutou pelo fim da ditadura civil-militar e posteriormente contra o neoliberalismo  forjando instrumentos de organização como o PT, a CUT e o MST, além da reorganização da UNE. Trata-se de uma geração que possui novos referentes, muito vinculado às redes sociais da internet que acaba sendo o lugar em que despeja as idéias, as propostas, as críticas e as construções. Nesse contexto, as mobilizações de rua, quando muito massivas, demonstram limitações que em nossa opinião precisam ser superadas.
Para nós, anarquistas da FAG, se a força das ruas e da ação direta é decisiva ao expressar o poder dos oprimidos, ela tampouco é suficiente se esses mesmos oprimidos não possuem instrumentos de luta e de organização em que as pautas expressas nas ruas possam ser discutidas, elaboradas e coordenadas em outros espaços de organização. Sindicatos, Entidades Estudantis e Associações de Moradores são exemplos, mas coletivos por local de trabalho, comitês de discussão sobre temas que nos tocam como transporte, saúde e educação em bairros, escolas, etc. são outros exemplos de organização que devem ser implementadas para que as reivindicações que sentimos cotidianamente sejam discutidas, acordadas e lançadas de forma contundente nas ruas com nossas mobilizações.
Sem esses espaços de base, nos prendemos ao vai e vem da conjuntura, daqueles grupos organizados que possuem interesses bem definidos e que a todo momento tentarão pautar as mobilizações e não construiremos um projeto próprio, enquanto oprimidos e que seja capaz de fazer frente às classes dominantes e seus instrumentos que hoje tentam cooptar as mobilizações que, com muita força, organização e dedicação conseguimos desatar.
Abrir a caixa preta da patronal do transporte coletivo! Por um modelo 100% público!
Democratização da mídia!
Contra os gastos da Copa. Em defesa de saúde e educação pública e de qualidade. Protesto não é crime!
Contra o massacre da juventude pobre e negra das periferias!

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Cubatão!!! Verde no marketing e no outdoor; Preta e cinza no ar e na agua.

Vídeo mostra flagrante de indústria em Cubatão lançando no ar fumaça preta

Nesta terça-feira, 5 de abril, às 17 horas, a Companhia Brasileiro de Estireno, instalada na Avenida Nove de Abril, ao lado do Rio Cubatão, lançou por mais de 20 minutos uma fumaça preta no ar de Cubatão. Um forte odor químico também exalava da indústria. Assistir o flagrante no video abaixo:

Esse vídeo foi gravado de um celular, desde o Poliesportivo Roberto Dick, no centro de Cubatão. As imagens não são de boa qualidade, contudo, explicitam a emissão de gases tóxicos na atmosfera do município. A seguir, a foto da torre de onde partiu a emissão da fumaça negra.

Companhia Brasileira de Estireno - fumaca preta

A Companhia Brasileiro de Estireno está na lista das 100 maiores indústrias emissoras de CO2 no Estado de São Paulo.

Reportagem enviada por Moésio Rebouças.

ATE QUANDO A CETESB VAI CONTINUAR AFIRMANDO QUE A QUALIDADE DO AR EM CUBATAO ‘E BOA?

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Musica e debate no La Taverna

LA TAVERNA é o espaço eco-cultural da organização realmente não governamental VERDE AMÉRICA, espaço alternativo aberto em Praia Grande pelo companheiro JASPER. Vamos aparecer por la neste sabado:



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Prenderam o Lucio Natureza, querem livrar o Tombo da Natureza.

Foto de Lucio Natureza por Christina Apolinario

O Lúcio Natureza, ambientalista notório da Praia do Tombo, foi preso por um tenente e mais dois soldados há mais ou menos duas semanas atrás sob a acusação de tráfico de drogas. Até a redação deste texto, segundo as informações passadas pelo José Antônio, ele continuava na carceragem de Vicente de Carvalho. Coincidentemente, a prisão do Lúcio ocorre no mesmo momento em que a Praia do Tombo está para receber a certificação ambiental da Bandeira Azul (o que significa dizer que, alem de outras coisas, a praia teria 100 % de esgoto tratado, nada é lançado ao mar: será verdade isso?). Curiosamente, o Lúcio Natureza mantêm o projeto de educação ambiental “É só reciclar” nessa praia, catando lixo e utilizando anti-degradantes. Fotografias do projeto podem ser vistas no endereço:

http://liberteseupensamento.blogspot.com/

Reproduzimos abaixo a matéria escrita por Christina Apolinário em abril de 2009.

A praia do Tombo, mais especificamente o canto chamado pelos locais de ‘Bostrô’, abriga um projeto de grande relevância para a cidade, porém ainda carente de apoio das instituições públicas e privadas. O projeto ‘É só reciclar’ surpreende turistas e moradores da cidade do Guarujá e vem de encontro com as necessidades educacionais na área de meio ambiente. No ano de 2002 algumas pessoas, moradores da cidade e profissionais de vários segmentos da sociedade santamarense, sentiram a necessidade de transformar o canto da praia – na época freqüentado por marginais, delinqüentes que praticavam atos ilícitos e usuários de drogas – em um lugar viável à visitação turística. Foi ali criado o museu, pelos esforços pessoais dos senhores Lúcio Vasconcelos e Ubiratan Vasconcelos, moradores e freqüentadores da praia do Tombo.

Naquele canto onde hoje está instalada a primeira exposição a céu aberto de anti degradantes lançados ao mar – diga-se de passagem, primeira do mundo – havia uma moradia que foi demolida. Por muito tempo os destroços de tais casas ficaram entulhados, esquecidos na praia, causando transtorno a moradores e freqüentadores que se viam diante do escancarado consumo de drogas e da presença de meliantes a fim de praticar atos criminosos, e que utilizavam o local, abandonado, para tal objetivo. “Cansei de ver crianças muito pequenas consumindo drogas nesse canto, por causa do abandono, lugares abandonados são propícios às atividades ilícitas.” Afirmou Lúcio. Angustiados com a situação e presenciando sempre cenas chocantes e constrangedoras, os senhores Lúcio e Ubiratan tiveram a idéia de transformar o abandono em oportunidade. Grande parte de areia foi colocada sobre os destroços urbanos e ali, sobre a destruição, iniciou-se um trabalho de preservação da vida. “O que pudemos fazer sem dinheiro, nós fizemos.” Lembrou Lúcio, figura lúdica com suas longas barbas brancas.

Todos os dias pela manhã Lúcio caminha pela praia recolhendo o lixo trazido pelas marés: papel de doces, cigarros, latas, escovas de dente, roupas, sacolas, tampinhas de garrafas, sapatos, capacetes, e tudo mais que é lançado ao mar e vai parar nas praias do nosso litoral. Uma infinidade de coisas que, quem freqüenta praia, se pasma ao ver no mar.

A singela exposição criada sem recursos, mas com muita criatividade, atraiu a curiosidade das pessoas e principalmente das crianças, que visitam constantemente o local gratuitamente. Todos os dias, o Sr. Lúcio recebe os visitantes e durante a temporada de verão, cerca de 800 pessoas passam lá por dia, número registrado em livro de assinatura. “Arrumo todos os dias, pois o vento e a chuva acabam desarrumando o posicionamento dos artigos expostos. Abro as 10 para visitas e sempre nesse horário tem gente esperando na entrada. Principalmente as crianças, mas muitas vezes, com o grande número de visitantes, não consigo nem colher assinatura de todos, pois fico aqui sozinho. O que me motiva é ler as mensagens que as pessoas que aqui passam deixam para nós.” Conta Lúcio.

Durante a noite, o irmão de Lúcio, Ubirajara, reveza a rotina de cuidados com a exposição, que é a menina dos olhos deles. “Meu irmão vem à noite, pois não podemos deixar o local sozinho. Infelizmente tem pessoas que não entendem o nosso objetivo e causam danos à estrutura por nós montada”, lamentou.

O Sr. Lúcio tem autorização da prefeitura para utilizar a área. Ele recebeu uma declaração da Secretária do Meio Ambiente, em 2007, quando a prefeitura recebeu uma denúncia de que a área estaria sendo utilizada de forma irregular. A declaração afirma ainda que o trabalho de conscientização ali realizado é de vital importância para a manutenção dos padrões de qualidade da praia do Tombo.

Sr. Lúcio tem ainda um longo caminho pela frente. Além da exposição, colorida e lúdica, Lúcio planeja criar naquele canto da praia o Centro Ambiental de Integração e Orientação (CAIO), que consiste na criação de um local, com técnicas e material ecologicamente corretos e sustentáveis, para receber crianças, de escolas locais a princípio, que fariam um passeio na praia de sensibilização e chegariam na exposição, finalizando o passeio com educação ambiental dentro da estrutura futuramente implementada ao lado da exposição. Além disso, ainda f az parte do projeto dos irmãos Vasconcelos o mapeamento e reflorestamento do morro das galhetas, formando um parque ecológico levando a orientação e informação a nível universitário.

Mas, como se observa em muitos lugares do Brasil, atitudes como a dos irmãos Vasconcelos não recebem méritos. E a dificuldade em se manter um projeto deste nível, vai da falta de apoio voluntário aos cuidados com a integridade da instalação (segurança).“Temos algumas pessoas tentando nos ajudar. Porém precisamos criar uma OSCIP para profissionalizar o trabalho. Eu sou mecânico e apesar da minha boa vontade me falta formação. Preciso de um presidente para a organização e depois de formada poderemos disputar recursos para o projeto ‘É só reciclar’ continuar seu caminho.” Afirmou Lúcio.

A matéria da Christina mostra toda uma outra história sobre o Lúcio Natureza. Teríamos então um raro caso mundial de um velhinho barbudo ambientalista que EFETIVAMENTE põe a mão no lixo para fazer alguma coisa ambientalmente produtiva na cidade, transformado em perigoso traficante de drogas, uma caso de polícia!!! Qual a posição da Secretaria de Meio Ambiente de Guarujá nesta história? Nenhuma, o Sr. Élio Lopes não se posiciona, está doente. Enquanto isso, a certificação artificialmente construída da Bandeira Azul, serve aos interesses dos empreendedores na Praia do Tombo, as imobiliárias e construtoras, e os proprietários esperançosos de que seus imóveis valorizem. Reduziram o Meio Ambiente a mais uma variável monetária, um artifício para gerar mais lucro. E prenderam o Lúcio, prenderam a Natureza, assassinaram a Ecologia. Foi nisso que se transformou o ambientalismo e a ecologia quando fizeram da sustentabilidade apenas mais um artifício de retórica a ser usado para gerar mais lucro para o mercado. 

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