Arquivo da categoria: Autonomismo

“Para Mudar Tudo”, um projeto anarquista

A p r e s e n t a ç ã o:

Mudanças climáticas, escassez de água, crises econômicas que ameaçam nossos empregos já instáveis e precários, bem como nosso acesso a alimento, saúde e moradia: a ordem dominante é insustentável em todas as suas formas. Até mesmo os seus maiores representantes, como a mídia, políticos e empresários, admitem que são necessárias mudanças radicais. Mas por que deveríamos pedir ou esperar que essas autoridades tomem a iniciativa?

O que seria, realmente, mudar tudo? Como escolheremos caminhos diferentes?

O projeto “Para Mudar Tudo” tem como objetivo a propaganda dos pensamentos e valores libertários e radicais para pessoas que ainda não tiveram contato com essas ideias ou práticas mas que mesmo assim sentem que precisamos resistir à ordem política vigente. Ele conta com um texto introdutório ao pensamento anarquista e em linguagem acessível, levado ao público por diferentes formatos: 4 mil cópias de uma revista impressa com cerca de 50 páginas, uma versão em pdf para download, uma versão em vídeo do mesmo texto com cerca de 8 minutos para circulação na internet, posters e adesivos para serem difundidos nas ruas, espaços libertários, centros sociais, ou mesmo pregado nos quartos de jovens rebeldes. Tudo isso reunido em um site para download gratuito e livre difusão.

Todo o projeto – vídeo, texto, site – foi produzido e adaptado para cerca de 14 idiomas por coletivos locais de cada país para ser lançado ao mesmo tempo nos 5 continentes e propagar o caráter sem fronteiras e cooperativo do anarquismo. Cada versão foi também devidamente adaptada ou reescrita pelos coletivos locais para ser usada como plataforma de diálogo com indivíduos e iniciativas de cada região. Então, com exemplos, contextos, imagens e linguagens, tentamos falar da nossa realidade e propor formas de resistir às opressões existentes nela.

Nosso site tem como proposta servir de introdução a pensamentos e ações libertárias e te colocar em contato com grupos e pessoas agindo – ou que aspiram agir – para resistir e transformar a realidade em que vivemos.

Aproveite o conteúdo e fique à vontade para entrar em contato!

Conheça o projeto evisite nossa página em português: paramudartudo.com

Agradecemos pela contribuição à agência de notícias anarquistas-ana

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Santos (SP): 1ª Feira Anarquista da Baixada Santista acontece em 23 de agosto, das 10h às 18h

C o m u n i c a d o:
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Informamos que no dia 23 de agosto de 2014 (na mesma data onde se recorda os 87 anos do assassinato legalizado dos anarquistas Nicola Sacco & Bartolomeo Vanzetti), será realizada a 1ª Feira Anarquista da Baixada Santista, na Vila do Teatro, na Praça dos Andradas, 95 (ao lado da rodoviária), Centro, Santos (SP), das 10h às 18h.
 
O evento pretende reunir várias editoras e coletivos para exporem suas publicações (livros, jornais, revistas, zines e outros materiais libertários), promovendo uma experiência associativa entre os grupos e as pessoas envolvidas, difundindo as ideias libertárias através de sua prática. Haverá venda, troca e distribuição gratuita de diversos materiais libertários.
 
Até o momento, temos as seguintes presenças confirmadas: Im/prensa Marginal (São Paulo), Ativismo Abc (Santo André-SP), Coletiva Marana (São Paulo), Biblioteca Terra Livre (São Paulo), Centro de Cultura Social (São Paulo), Editora Faísca (São Paulo), Editora Imaginário (São Paulo), Movimento Anarco-Punk (São Paulo), Laboratório de Educação Anarquista (São Paulo), De Bike No Velô Distro (São Paulo), Estrella Negra (Santiago/Chile), No Gods, No Masters (Itanhaém-SP), Hângü Cozinha Livre (Ilhabela-SP), 100% Vegetal (Guarujá-SP), Mães de Maio (Santos-SP), Santa Rosa Breakers (Guarujá-SP), Marcha da Maconha Santos (Santos-SP), Rádio da Juventude (São Vicente-SP), Núcleo de Estudos Libertários Carlo Aldegheri (Guarujá-SP).
 
Editoras de localidades distantes, que não poderão participar presencialmente da Feira, vão enviar suas publicações para a exposição.
 
Paralelamente à mostra editorial haverá palestras e debates, assim como diversas atividades culturais, como exposições (murais), oficinas, apresentações teatrais, espaço recreativo para crianças, musicais, poesias e outras atividades.
 
O cronograma de atividades para a 1ª Feira Anarquista da Baixada Santista até o momento está assim:
10h – Exibição do documentário “Libertários”;
11h – Debate: “Editoras Anarquistas”;
12h – Oficina de Produção de Livros (Marina Knup – Imprensa Marginal);
13h – Contador de História para Crianças (Laboratório de Educação Anarquista);
13h – Roda de Conversa Sobre Gênero;
14h – Teatro: “Uma Palhaçada Federal” com Os Panthanas;
15h – Debate: “As Eleições Numa Perspectiva Anarquista”;
16h30 – Debate: “Presos Políticos no Chile” (Coletivo Estrella Negra) & “Terrorismo de Estado”, por Débora (Mães de Maio);
18h – Encerramento com os grupos musicais: Mano Shabba, Ktarse, Revolta Popular, Pânico Brutal, entre outros à confirmar.
A 1º Feira Anarquista da Baixada Santista está sendo organizada num esforço conjunto entre grupos e indivíduos envolvidos com o Movimento Libertário da Baixada Santista.
 
Todxs estão convidadxs!
A entrada é gratuita!

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Chamado a Cúpula dos Povos

Chamada do companheiro João Correia da Comissão Pró-Universidade Popular para participar diretamente sem burcracias na cupula dos Povos, evento paralelo a Rio + 20.
Está para ocorrer no Brasil-Rio de Janeiro-RJ, a Rio+20, que reunirá governantes de todo o planeta. Paralelo a este evento de governantes e capitalistas vai ocorrer a Cúpula dos Povos, movimento que aglutina, tanto organizações e indivíduos de esquerda, como de direita, também ongs e sindicatos, povos tradicionais de terreiro, quiombolas, idígenas de várias nações, porras loucas…
Estamos sentados num barril de hidrogênio, a rede está sendo instalada e os fios estão sendo conectados. Túnisia, Marrocos, Túrquia, Grécia, Portugal, Espanha, Itália, México, França, Polônia, Inglaterra, Estados Unidos da América, Bolívia, Equador, Chile, Angola, África do Sul, Rússia… A natureza agoniza, o capitalismo mantém sua máquina de consumo 24horas ligada. A carne e o sangue da humanidade trabalhadora, desempregados, idosos, crianças, negros e índios lubrificam as engrenagens fascistas de estados e corporações.
Não nos enganam com migalhas e com circo, não nos enganam com religiões e televisão. Constatamos com a Primavera Árabe, com as Ocupações ao redor do mundo, e sobretudo en la acampaDelSol en la ciudad de Madri, onde os agrupamentos anarcosindicalistas somaram às suas formas de luta e ação direta às Ocupações em dezenas de cidades da Espanha. Marcham juntas CNT e CGT contra o governo e as coorporações.

Por conta do levante popular nos lugares citados, onde nós anarquistas tornamos mais nítidas as formas de exploração e assassínio do sistema capitalista, estamos sendo perseguidos novamente, em vários países, alguns de governo a esquerda, em especial os comunistas, se associam a fascistas, como na Grécia, e nos caçam para impedir o levante revolucionário.

Estou no Rio de Janeiro e agora, como esperavamos/trabalhavamos, chega mais um momento para mandarmos o recado de solidariedade aos nossos companheiros perseguidos pelo mundo, e iniciarmos os exercícios da ginástica revolucinonária. Debelar a cortina de fumaça baseada na política de pão e circo realizada no Brasil e em toda a América é um passo, ações diretas comprometidas com as lutas travadas no território nacional, enlaces com as lutas dos companheiros vizinhos.
Na noite de 17 de maio deste ano reuniu-se um pequeno agrupamento articulador da OcupaRio em 2011, dentre os quais, alguns anarquistas, libertários, outros da esquerda teórica tradicional. Neste encontro se decidiu então realizar a tomada de praças em comunhão com vários movimentos de todo o planeta, ao longo desta ocupação/acampada será feito streaming/gravações de depoimentos/transmissão de rádio e cobertura de ações diretas. As ações feitas por nós, se darão em acordo, como sempre, quando nos encontrarmos.
Em fim, vamos promover a Acampada no maio Brasileiro para exercitar mais uma vez a potência revolucionária que está contida em todos e precisa ser liberada com toda sua força destruidora e criativa. Convite feito, chamado gritado, conclamamos todos às ruas.
Saudações anarquistas. Abraços fraternos

João

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Massacre de indígenas em acampamento em Amambai

Carta de Protesto

Estudantes Guarani e Kaiowá dos cursos de Ciências Sociais e História e moradores da aldeia de Amambaí.

Por volta das seis horas chegaram os pistoleiros. Os homens entraram em fila já chamando pelo Nísio. Eles falavam segura o Nísio, segura o Nísio. Quando Nísio é visto, recebe o primeiro tiro na garganta e com isso seu corpo começou tremer. Em seguida levou mais um tiro no peito e na perna. O neto pequeno de Nísio viu o avô no chão e correu para agarrar o avô. Com isso um pistoleiro veio e começou a bater no rosto de Nísio com a arma. Mais duas pessoas foram assassinadas. Alguns outros receberam tiros mas sobreviveram. Atiraram com balas de borracha também. As pessoas gritavam e corriam de um lado para o outro tentando fugir e se esconder no mato. As pessoas se jogavam de um barranco que tem no acampamento. Um rapaz que foi atingido por um tiro de borracha se jogou no barranco e quebrou a perna. Ele não conseguiu fugir junto com os outros então tiveram que esconder ele embaixo de galhos de árvore para que ele não fosse morto.Outro rapaz se escondeu em cima de uma árvore e foi ele que me ligou para me contar o que tinha acontecido. Ele contou logo em seguida. Ele ligou chorando muito. Ele contou que chutaram o corpo de Nísio para ver se ele estava morto e ainda deram mais um tiro para garantir que a liderança estava morta. Ergueram o corpo dele e jogaram na caçamba da caminhonete levando o corpo dele embora.Nós estamos aqui reunidos para pedir união e justiça neste momento. Afinal, o que é o índio para a sociedade brasileira? Vemos hoje os direitos humanos, a defesa do meio ambiente, dos animais. Mas e as populações indígenas, como vem sendo tratadas? As pessoas que fizeram isso conhecem as leis, sabem de direitos, sabem como deve ser feita a demarcação da terra indígena, sabem que isso é feito na justiça. Então porque eles fazem isso? Eles estão acima da lei? O estado do Mato Grosso do Sul é um dos últimos estados do Brasil mas é o primeiro em violência contra os povos indígenas. É o estado que mais mata a população indígena. Parece que o nazismo está presente aqui. Parece que o Mato Grosso do Sul se tornou um campo de fuzilamento dos povos indígenas. Prova disso é a execução do Nísio. Quando não matam assim matam por atropelamento. Nós podemos dizer que o estado, os políticos e a sociedade são cúmplices dessa violência quando eles não falam nada, quando não fazem nada para isso mudar. Os índios se tornaram os novos judeus. E onde estão nossos direitos, os direitos humanos, a própria constituição? E nós estamos aí sujeito a essa violência. Os índios vivem com medo, medo de morrer. Mas isso não aquieta a luta pela demarcação das terras indígenas. Porque Ñandejara está do lado do bom e com certeza quem faz a justiça final é ele. Se a justiça da terra não funcionar a justiça de deus vai funcionar.

Abraço fraterno,

Giva

blog:http://infanciaurgente.blogspot.com/

Penso que não cegámos, penso que estamos cegos, Cegos que veem, Cegos que, vendo, não veem  – J. Saramago

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Tribunal Popular da Terra

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O Tribunal Popular é uma iniciativa que surge em 2008, com o aniversário de 60 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos, quando uma série de entidades passou a discutir e refletir acerca das constantes violações aos direitos humanos cometidas pelo Estado brasileiro, reforçando seu modelo opressor e a serviço do capital, que tem como alvo principal as parcelas mais pobres da população brasileira, em especial a população negra e indígena.

É com este objetivo, de denúncia à violação de direitos humanos, que estamos construindo o Seminário Popular da Terra na Baixada Santista, pois as populações indígenas locais estão sofrendo constantes ameaças de serem retiradas dos locais onde vivem, falta de condições para subsistência, perseguição, criminalização e vários outros direitos feridos pelo Estado. Além destes, vemos as populações mais pobres também sofrerem com despejos e a falta de projetos para moradias dignas, fruto de uma especulação imobiliária atrelada a exploração na camada do pré-sal da Bacia de Santos, a ampliação do Porto e a Copa do Mundo.
Com o Seminário Popular da Baixada Santista, pretendemos apresentar aos diversos grupos atingidos pelo processo de desenvolvimento e discutir assuntos que, apesar de parecerem distintos, são todos referentes a mesma questão: o direito à terra.

PROGRAMAÇÃO:

Sábado dia 05 de novembro.

7h- Café da Manhã.

8h- Abertura Tribunal Popular e lançamento do livro (Givanildo e Sassá)

9h – Mesa com os três eixos – questão indígena, questão urbana e megaeventos.

12h às 14h- Almoço

14h – Brigadas (dividiremos em duas brigadas temáticas (urbana e indigena), para possibilitar maiores discussões, com facilitadores para os temas e relatores em cada brigada, caso alguma brigada fique com muita gente será subdividida).
18h- Janta e Noite cultural com o ritual indigena e sarau.

Domingo 06 de novembro.

7h- Alvorada.
7h30min – Café da manhã.
8h30min – Brigada.
11h até 13h- Almoço.
13h até 16h- Plenária final, encaminhamentos das brigadas e socialização das discussões.

16h- Encerramento com uma apresentação cultural.

LOCAL: Rua General Câmara, 410, Centro, Santos – http://bit.ly/tplOsM (link para o mapa)

Inscreva-se através do link http://bit.ly/seminariopopular11

Evento no facebook -> https://www.facebook.com/event.php?eid=230997306962596

 

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II MANIFESTO EKOLÓGICO-KULTURAL

        O 2o. Manifesto eKológico-Kultural será realizado no dia 13 de agosto – sábado -, a partir
das 17:00 horas, no Sindicato dos Metalúrgicos de Santos, av. Ana Costa, 55. O objetivo
deste evento é reunir num mesmo espaço as diversas manifestações ecológicas, com
arte e cultura, através de bandas musicais com temática ecológica e social, stands de
ONGs, estudantes, artesãos, indígenas e os mais diversos coletivos.

       Neste evento arrecada-se alimentos não perecíveis para aldeias guaranis da região, e
estarão presentes famílias guaranis vendendo e mostrando seus artesanatos. Haverá
também duas atividades paralelas, que é a da Pégasus do palhaço televisivo Mutreta com
seu espetáculo Ben 10 para as crianças – com uma cena ecológica – e a exibição do filme
“A Floresta das Esmeraldas”, do diretor John Boorman, com atores brasileiros e
internacionais, e que é uma verdadeira denúncia da destruição da floresta amazônica já há
tempos atrás e onde a luta indígena com seus aliados consegue deter a construção de
uma represa… O filme é baseado em fatos verídicos, e vem a coincidir com a atual luta
contra a represa de Belo Monte no Amazonas e que está gerando fortes protestos
nacionais e internacionais. O filme possui também um tremendo visual e autênticas cenas
de xamanismo ou pajelança. Esta atividade é co-organizada com o importante blog e
associação CineZen, e contará com seu principal diretor – André Azenha – como
comentarista, além do antropólogo e historiador Giulius Cesari, do CAVE.

     O evento contará ainda com a participação das bandas Casa de Ervas, Os Pícaros,
Chiapas Livre, Pau a Pique (música caiçara), Om Mar (reggae) e violeiros. Haverá Radio-
Atividade ao vivo com a participação da Rádio da Juventude de São Vicente (comunitária)
e a Rádio Ervas (virtual).

     A proposta do evento é feita pela Verde-América, pelo CAVE, juntamente com coletivos
culturais, Centro de Estudantes de Santos, Rádio da Juventude, Sindicatos dos
Metalúrgicos, SindServ, Bancários e outros. O caráter e a essência do Manifesto é
inspirado nas vertentes eco-socialista, ecologia social e ecologia profunda.

     O objetivo é divulgar as lutas ecológicas e ir paulatinamente organizando a sociedade
para a vitória da luta da Vida contra a Morte, e insiste na urgência do crescimento da
RESISTÊNCIA ECOLÓGICA E SOCIAL contra os graves ataques que estão sendo
dirigidos ao Meio Ambiente e à vida em geral, a saber: o novo e desastroso Código
Florestal; o absurdo da represa de Belo Monte no Amazonas; o genocídio dos índios
guarani-kaiowás no Mato Grosso do Sul, o impiedoso desmatamento do Amazonas, da
Mata Atlântica e do Cerrado, a intenção governamental de construir mais usinas nucleares,
mesmo depois do desastre de Fukushima; a permissividade dos transgênicos e agrotóxicos
na agricultura e pecuária brasileira; a destruição de manguezais, poluição da exágua
potável e das praias; e a desmedida especulação das construtoras e gritante
verticalização urbana.

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Alternativas de mobilização para a região de Santos.

Alternativas de mobilização para a região de Santos.

Reunião no dia 3 de agosto quarta-feira a noite 20h

Local: Casa da JOC  Rua da constituição 331 Centro/ Santos

É muito importante debatermos a org. e propormos ações na região, mas principalmente o caráter destas que a meu ver devem ser apartidarias, antielecionistas, horizontais e vetadas a qualquer projeto político vinculado ou ligado às eleições do ano que vem. Para ser bem claro, principalmente sem nenhuma relação com os partidos que estão no atual governo e que fazem parte da direita do pais. Sim de direita pois não VEJO DIERENÇA ALGUMA ENTRE PT E PSDB TUDO FARINHA DO MESMO SACO. Este debate é de suma importância, pois os motivos da atual desmobilização na nossa região foram entre outros  a falta de clareza ideológica e a cooptação por parte do aparelho político partidário de boa parte dos movimentos sociais e seus ativistas. 3 de agosto estamos lá para criarmos juntos uma movimentação séria e a meu ver (autônoma) para esta cidade, se não deixa como esta porque do chão não passa.

Um abraço libertário
Giulius

Em resposta a

Queríamos propor a tod@s uma reunião pra discutir sobre nossa realidade regional enquanto força militante no sentido de criar articulações e fomentar manifestações. Qual o objetivo? Como todos sabemos diversas manifestações estão ocorrendo freqüentemente em algumas partes do Brasil e no mundo, discussões sobre o Tribunal da terra estão sendo levantadas, inclusive de trazer o tribunal aqui pra Baixada o que é importante, sem contar o código florestal, Belomonte, PAC enfim, todos estamos cientes sobre essa coisas. Mas de que forma podemos ser mais ofensivos? E levar essa discussão a público. Temos uma região caótica neste sentido de informar e instigar a população a discutir sua realidade, ano que vem tem eleição e não há novidades…

Pessoal o que queríamos propor era nessa reunião pensarmos alternativas ofensivas de resistência.

Abraços. tamujunto na luta!

“A luta revolucionária só pode ser construída coletivamente.”

Rádio da Juventude – sintonizando atitude!

www.radiodajuventude.wordpress.com

www.twitter.com/radiojoc

www.facebook.com/radiojoc

Tel.: (13) 3029-7712

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LIDERANÇA QUILOMOBOLA desaparece misteriosamente no Vale do Ribeira

Morte por causa de terra, no Brasil, não surpreende mais ninguém, porque desde antes de 1.500, esta é uma prática comum, assim como é comum que os culpados permaneçam impunes. O que surpreende é que neste ano, mortes de camponeses e líderes têm ocupado com frequência a mídia.

No Vale do Ribeira, não está sendo diferente, embora seu caso não tenha alcançado a grande mídia, talvez até mesmo por causa da cobiça que ronda a região pela sua grande riqueza em biodiversidade e grande potencial turístico.

Acontece que no dia 18 de fevereiro desde ano, desapareceu misteriosamente, o SR. LAURINDO GOMES, liderança da COMUNIDADE REMANESCENTE DE QUILOMBO DE PRAIA GRANDE, Município de Iporanga, Estado de São Paulo.

No dia 18 de fevereiro, por volta das sete (07) horas da amanhã, Sr. Laurindo, que era também agente comunitário de saúde, dirigiu-se para as margens do Rio Ribeira de Iguape, onde tomaria o barco (único veículo para sair do Quilombo). Carregava um balde de mel, algumas abóboras e uma mochila. Foi visto pela última vez por sua ex-esposa se dirigindo para o Rio. Ela escutou o ronco do motor do barco chegando, embora não tenha avistado o mesmo.

O Sr. Laurindo estava indo para uma reunião de lideranças na cidade de Iporanga, onde se organizavam para a noite ir à Câmara Municipal, requerer a instalação de uma CPI para investigar o Prefeito, pela sua inércia em relação às Políticas Públicas do Município. O povo de Quilombo de Praia Grande pensava que ele estava na cidade. A família de seu segundo casamento, que estava na cidade, pensava (ACREDITAVA) que ele estava no Quilombo. Seu desaparecimento só foi percebido na quarta feira, dia 23/02, quando seu filho, LAZARO, que estava na cidade para a mesma reunião, foi para o Quilombo levando a noticia de que o mesmo não chegara na cidade e fora informado que não se encontrava no Quilombo.

A Comunidade passou a procurá-lo, encontrando apenas marcas de suas pegadas e de onde depositara os volumes que carregava, na areia do porto. No local, sobrou uma abóbora. Na Delegacia de Iporanga foi registrado o B.O. de desaparecimento. Não houve, porém nenhum esforço para encontrá-lo.

No dia 05 de maio, ainda não havia sido instaurado o inquérito e nenhuma investigação havia sido processada, apesar da família já ter ido várias vezes na Delegacia e procurado o Ministério Público da Comarca. No dia 05 de maio, o Ministério Público da Comarca foi procurado novamente. Só então solicitou à Delegacia de Iporanga, que fosse instaurado o Inquérito Policial.

Os moradores do Quilombo encontram-se amedrontados e abandonados pelas autoridades competentes. Para sair do Quilombo, inclusive os alunos para frequentarem a escola, são transportados de barco, que está em péssimas condições. Enfrentam diversas corredeiras ao longo do percurso. A estrada, por ora, só chega até a fazenda do atual ocupante da cadeira de Prefeito, que fica próxima ao Quilombo.

O Quilombo de Praia Grande fica à margem (DIREITA) do Alto Ribeira, onde se localiza o eixo do projeto da barragem Funil. É uma comunidade reconhecida oficialmente como remanescente de quilombo, conforme o Relatório Técnico Científico, elaborado pelo Instituto de Terras do Estado de São Paulo.

Apesar de reconhecida e ter seu território delimitado, o Estado não promoveu nenhuma ação para a retirada de terceiros da área. Com tanta demora em efetivar a titularidade da comunidade, a credibilidade de que as terras, de fato, pertencem à comunidade foi-se minando, possibilitando compra e venda de terras, o que é proibido pela lei, bem como o aparecimento de “laranjas”, para resguardar políticos da região.

A dificuldade de acesso, a falta de políticas públicas e de assistência à comunidade, a não retirada dos não quilombolas do território, a falta de título de domínio da área, culminou com o desaparecimento do Sr, Laurindo Gomes, que sempre lutou pela titulação e melhoria da vida de sua comunidade. A revolta é que o caso não está sendo investigado, apesar de, por meio do CONDEPE – Conselho Estadual de Defesa dos Direitos  da Pessoa Humana –  ter oficiado o fato à Secretaria de Justiça, à Secretaria de Segurança Pública, à Secretaria Nacional de Direitos Humanos e ao Ministério Público Estadual.

Enviaram este documento

EAACONE – Equipe de Articulação e Assessoria às Comunidades Negras – Vale do Ribeira/SP

MOAB – Movimento dos Ameaçados por  Barragens – Vale do Ribeira/SP

Rua Leôncio Marques Freitas, 63 – Centro – 11.960-000 Eldorado/SP, Fone (13) 3871-1877

E-mail: eaacone@bol.com.br             moabaxe@bol.com.br

PROSA NA SERRA – IPORANGA

Rodovia Antonio Honorio da Silva, Km 158 – Bairro Serra/Iporanga CEP 18.3330-000

e-mail: prosanaserra@gmail.com – site: www.prosanaserra.pilarcultural.org

ASSOCIAÇÃO DE REMANESCENTES DE QUILOMBOLAS DO BAIRRO PRAIA GRANDE – MUNICÍPIO DE IPORANGA

ASSOCIAÇÃO DE REMANESCENTES DE QUILOMBOLAS DO BAIRRO PORTO VELHO – MUNICÍPIO DE IPORANGA

ASSOCIAÇÃO DE REMANESCENTES DE QUILOMBOLAS DO BAIRRO  NHUNGUARA – MUNICÍPIO DE IPORANGA/ELDORADO

ASSOCIAÇÃO DE REMANESCENTES DE QUILOMBOLAS DO BAIRRO  MARIA ROSA – MUNICÍPIO DE IPORANGA

ASSOCIAÇÃO DE REMANESCENTES DE QUILOMBOLAS DO BAIRRO PILÕES – MUNICÍPIO DE IPORANGA

ASSOCIAÇÃO DE REMANESCENTES DE QUILOMBOLAS DO BAIRRO PIRIRICA – MUNICIPIO DE IPORANGA

ASSOCIAÇÃO DE REMANESCENTES DE QUILOMBOLAS DO BAIRRO BOMBAS – MUNICIPIO DE IPORANGA

ASSOCIAÇÃO DE REMANESCENTES DE QUILOMBOLAS DO BAIRRO JURUMIRIM – MUNICIPIO DE IPORANGA

ASSOCIAÇÃO DAS COMUNIDADES CABOCLAS DO BAIRRO RIBEIRÃO DOS CAMARGO – MUNICÍPIO DE IPORANGA

ASSOCIAÇÃO DOS MORADORES DO BAIRRO SERRA – MUNICÍPIO DE IPORANGA

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Dilma, Raoni e Belo Monte

A presidente Dilma acabou de aprovar a construção de Belo Monte, a barragem que irá devastar uma grande área da Amazônia, destruíndo o Rio Xingú. O cacique Raoni chorou ao prever o futuro do povo caiapó, que será duramente afetado pela represa. Agora suas lágrimas estão inspirando milhões de pessoas a agir para impedir Belo Monte, e nós podemos ajudar a fazer a diferença. Nos dias seguintes ao anúncio, uma crescente onda de protestos varreu o país e ontem o Ministério Público Federal do Pará entrou com a 11a. ação civil criminal contra Belo Monte pelo não cumprimento de medidas prévias exigidas para preparar a região para os impactos sócio-ambientais. A pressão sobre a presidente Dilma está se intensificando e se mais brasileiros agirem, nós podemos ter um impacto importante em conseguir reverter a situação. O governo ainda pode impedir Belo Monte e desenvolver estratégias de energia alternativa sem destruir a Amazônia nem violar os direitos dos povos indígenas e ribeirinhos da região, mas isso só vai acontecer se um número suficiente de brasileiros se manifestarem. Nos próximos dias, vamos apoiar o cacique Raoni telefonando intensamente para a presidenta Dilma pedindo para ela salvar a Amazônia. Veja abaixo o número para o qual ligar e o que dizer. Depois de ligar, veja abaixo o link para compartilhar os detalhes de sua chamada com milhares de brasileiros. Estes são os números de telefone para ligar para a presidente Dilm:

(61) 3411-1225 (61) 3411-1200 (61) 3411-1201

texto repassado pela comunidade Avaaz:  http://www.avaaz.org/po/stand_with_chief_raoni/?vl

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MANIFESTO eKológico-Kultural

1º. MANIFESTO eKológico-Kultural

oikos – do grego casa, habitat, por extensão meio ambiente

kultur – do germânico, o produzido por um povo

O 1º. Manifesto eKológico-Kultural será realizado no dia 4 de junho, que antecede o Dia Mundial do Meio Ambiente – 5 de Junho, na sede do Sindicatos dos Metalúrgicos da Baixada Santista, av. Ana Costa, no. 55, Santos.

* Um dia para BOTAR A BOCA NO TROMBONE , e lutar vigorosamente e sem descanso contra o aumento dos ataques ao Meio Ambiente e à Vida!!!

* Num momento CRUCIAL, em que, mais que nunca, os (des)Governos Federal , Estadual e municipal transformaram-se em gabinetes de despacho e filiais dos INTERESSES COMERCIAIS dos destruidores da natureza, das comunidades humanas e da saúde em geral!

Estes são os Eixos de Lutas dos movimentos ecológicos, sociais e populares:

1 – Contra o novo CÓDIGO FLORESTAL proposto pelo deputado Aldo Rebello, do “PC do Dem”… É a legalização da destruição dos últimos recursos florestais e hídricos!

2 – Contra a REPRESA DE BELO MONTE, que destruirá um amplo território do Amazonas, com seus recursos naturais, aldeamentos indígenas e população ribeirinha – e que foi um dos motivos da realização da Eco-92 no Brasil, na cidade do Rio de Janeiro.

3 – Contra a perseguição e GENOCÍDIO DOS ÍNDIOS GUARANI-KAIOWÁS, no Mato Grosso do Sul, que já é considerado o mais massivo atentado permanente à vida indígena nas Américas, superando inclusive o dos Mapuche no Chile e dos Zapatistas no sul do México…

4 – Contra o criminoso DESMATAMENTO do Amazonas, que aumentou 23% nas últimas semanas…

5 – Contra os planos do Governo de construir VÁRIAS USINAS NUCLEARES NO BRASIL, mesmo depois do desastre de Fukushima, no Japão. Pelo fechamento das usinas de Angra.

6 – Contra a permissividade dos TRANSGÊNICOS E AGROTÓXICOS NA AGRICULTURA E PECUÁRIA brasileira, cujos componentes cancerígenos estão proibidos em boa parte dos países, principalmente na Europa.

7 – Contra a especulação desmedida e desmensurada das construtoras em conluio com prefeituras “caixa dois”, que estão DEVASTANDO O LITORAL E MATA ATLÂNTICA! Pela defesa dos MANGUEZAIS e reversão da POLUIÇÃO DA ÁGUA!

8 –  Contra a verticalisação da cidade de Santos e o avanço dos interesses economicos em direção `a area continental e `as areas de proteção ambiental da cidade.

Estes são os GRITOS que legitimam a convocação do 1º. Manifesto eKológico-Kultural da Baixada Santista!

– auto-convocado em “Rede Rolante” – em reuniões físicas e virtuais – pela Verde-América, Aliança pela Ecologia Social (A.Eko-Sol), CAVE (Coletivo Alternativa Verde) , entre outros, incluindo artistas e ativistas. Com o apoio do Sindicato dos Metalúrgicos de Santos e Região, Centro de Estudantes de Santos e Baixada .

      O QUE ROLA NO DIA 4 DE JUNHO:

–  a partir das 13:00 hrs., até as 22:30 hrs., apresentação das bandas e violeiros: Antonio do Pinho e banda Pau-a-Pique, Vicente Lapa e os Globalmente Aquecidos, Marcel Moai e os Pícaros, Chiapas Livre, Esquadrão Preto Velho, Maracatu Quiloa, Casa de Ervas, Vapaa, Trid e Futuráfrica.

– RADIO-ATIVIDADE: coordena Maryana, estudantes da FACOS e outros cursos de jornalismo. Também Rádio da Juventude de S.Vicente.

– poetas, pintura mural coletiva (ao estilo naif chiapaneco), intervenções artística, Guerrilha Sound System

– STANDS: Guaranis do litoral, Verde-América (gravuras zapatistas e de Barcelona), Projeto Banho Quente na Vila dos Pescadores (Luciana e grupo de estudos Chico Mendes, da Federal do Jardim Casqueiro, Cubatão), Instituto Kaa Oby, Reserva Bertioga (Agenda 21), Instituto Taffarello de Terapias Holísticas e Apicultura, produtos orgânicos da terra, Concidadania, ACPO (Assoc. de Combate aos Produtos Organoclorados – pó-da-China), estudantes de Biologia Marinha da UNISANTA,  fotografias, etc.

– VIDEOS NO TELÃO: flashs do evento, Agro-ecologia no Amazonas, Aldeia Piaçaguera (Peruíbe), México Rebelde, A Outra Campanha (zapatistas), 4ª. Guerra Mundial (do Fórum Social Mundial), A Última Hora (Leonardo Di Caprio), Amazonas em Chamas (a vida de Chico Mendes), A Floresta das Esmeraldas (John Boorman), Brincando nos Campos do Senhor (Hector Babenco), Terra

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