Arquivo do mês: fevereiro 2011

Projeto Ciclovida: em busca das sementes naturais.

Projeto Ciclovida: uma aventura de Inacio e Ivania, dois caboclos brasileiros que desvelam o crime cometido pelas grandes corporacoes de alimentos e agrotoxicos e pelos laboratorios de pesquisa de transgenicos contra a producao de alimentos.
Lifecycle é um documentário narrativo que segue um grupo de pequenos agricultores de Ceará numa viagem atravessando o continente da América do Sul de bicicleta, na campanha de resgate das sementes naturais. Os viajantes documentam a dominação dos agrocombustíveis no campo e o deslocamento de milhões de pequenos agricultores e comunidades indígenas.

www.Ciclovida.org

O Brasil é responsável por 12% das lavouras geneticamente modificadas no mundo. É o que mostra estudo divulgado pelo Serviço Internacional para a Agrobiotecnologia. Os viajantes documentam a dominação dos agrocombustíveis no campo e o deslocamento de milhões de pequenos agricultores e comunidades indígenas. Cultivos e matas nativas estão sendo substituídos por desertos verdes de monoculturas transgênicas onde nada mais, planta ou animal, pode sobreviver aos agrotóxicos. O documentário faz parte do projeto Ciclovida e foi produzido por Matt Feinstein e Loren Feinstein com colaborações de ativistas brasileiros.

Lifecycle foi escolhido melhor documentário na categoria conservação do Green Screen Environmental Festival Film/2010 e selecionado para o Blue Planet Film Fest em Los Angeles, EUA e Byron Bay Film Festival em Australia.

Acompanhe o blog do CAVE, em breve Lifecycle sera exibido aqui em Santos.

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KIWICHA: a planta sagrada dos Incas desafia a gigante Monsanto!

Nossa companheira Guadalupe traduziu do espanhol esta noticia que esta se espalhando pelo mundo.

Panico entre agricultores dos Estados Unidos. A transnacional de sementes transgênicas não sabe o que fazer com o amaranto (kiwicha) que vem acabando com seus cultivos de soja.

Nos Estados Unidos os agricultores estão tendo que abandonar cinco mil hectares de soja transgênica e outras cinquenta mil estão sendo gravemente ameaçadas. Esse panico se deve a uma “erva daninha”, o amaranto (conhecida no Peru como kiwicha) que decidiu opor-se a transnacional Monsanto, tristemente célebre por sua produção e comercialização de sementes transgênicas.  Em 2004 um agricultor de Atlanta comprovou que alguns brotos de amaranto resistiam ao poderoso herbicida Roundup. Os campos vítimas desta invasora “erva daninha” haviam sido semeados com grãos Roundup Ready, que continham uma semente que havia recebido um gene de resistência ao herbicida.  Desde então a situação piorou e o fenômeno se estendeu a Carolina do Sul e do Norte, Arkansas, Tennessee e Missouri. Segundo um grupo de cientistas britânicos do Centro para a Ecologia e Hidrologia, se produziu uma transferência de genes entre a planta modificada geneticamente e algumas ervas indesejáveis como o amaranto. Esta constatação contradiz as afirmacões dos defensores dos organismos geneticamente modificados(OMG): uma hibridação entre uma planta modificada geneticamente e uma planta não modificada e simplesmente “impossível”.  Segundo o genetista britânico Brian Johnson, “basta um só cruzamento  entre várias milhões de possibilidades. Uma vez criada, a nova planta possuí uma enorme vantagem seletiva e se multiplica rapidamente. O potente herbicida que se utiliza aqui, Roundup, a base de glifosato e de amônio, exerceu uma pressão enorme sobre as plantas, as quais tem aumentado ainda mais a velocidade de adaptação”. Assim, aparentemente um gene de resistência aos herbicidas deu nascimento a uma planta híbrida surgida de um salto entre um grão que se supõe que a protege e o humilde amaranto, que se torna impossível de eliminar.    A única solução e arrancar a mão as ervas daninhas, como se fazia antigamente, porem isto já não e possível dadas as enormes dimensões dos cultivos. Alem, de estar profundamente arraigadas, estas ervas são muito difíceis de arrancar por isso, simplesmente, as terras foram abandonadas.

Transgênicos suportam um efeito bumerangue

O diário inglês The Guardian publicou uma matéria de Paul Brown que revelou que os genes modificados de cereais haviam passado para plantas selvagens e criado um “super-grão” resistente aos herbicidas, algo “inconcebível” para os defensores das sementes transgênicas. Resulta divertido constatar que o amaranto, o kiwicha, considerado agora uma planta “diabólica” para a agricultura transgênica, era uma planta sagrada para os incas. E um dos alimentos mais antigos do mundo. Cada planta produz uma media de 12.000 grãos ao ano e as folhas, mais ricas em proteínas que a soja, contem vitaminas A, C e sais minerais.  Assim esse bumerangue, devolvido pela natureza a transnacional Monsanto, não só neutraliza este predador, comocoloca em seus domínios uma planta que poderia alimentar a humanidade em caso de fome. Suporta a maioria dos climas, tanto em regiões secas como nas zonas de monções e nas terras altas tropicais, e no tem problemas nem com os insetos nem com as enfermidades por isto nunca necessitará de produtos químicos.

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Mais CETESB!!! Podemos confiar?

Recebemos essas imagens enviadas pelos companheiros Carlo e Gabi, tiradas na terça-feira passada, dia 01/01/2011, às 17 horas na Praia da Enseada, em Guarujá, na altura da Rua Santa Maria. Felizmente, a tecnologia digital ainda não consegue capturar e retransmitir o odor, neste caso o mau cheiro, assim, nós poupamos o leitor das náuseas, mas fiquem com as belas imagens do fim de tarde.

Se você foi uma das milhares de vítimas da super-bactéria deste verão em Guarujá, e for entrar com uma ação por danos morais e físicos contra a omissão da Prefeitura Municipal de Guarujá, contra a SABESP pela ausencia de saneamento basico no municipio de Guaruja, contra a Secretária de Estado da Saúde pelo deficiente atendimento dos postos de saúde, aconselhamos estender a ação à CETESB. Pois nosso órgão de tecnologia em saneamento ambiental que tem por missão fiscalizar e controlar a poluição existente em todos os ambientes, ao dar sinal verde para o acesso à praia, afirmando que os “coliformes fecais” estavam abaixo do limite permitido, autorizou os cidadãos a correrem o risco de serem envenenados. E ao Ministério Público caberia investigar se a CETESB é co-responsável pelo surto de viroses no município de Guarujá em janeiro deste ano. A seguir o link de acesso a pagina de balneabilidade das praias de Guaruja da CETESB:

http://www.cetesb.sp.gov.br/qualidade-da-praia/guaruja

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CETESB: para que interesses voce trabalha?

Com certeza nao ‘e para a povo, para a cidadania, para o meio ambiente ou para o saneamento. Entao, atende ao interesse de quem? Sera o interesse das corporacoes poluidoras, do estado corrupto e conivente, da expansao do mercado ao custo da poluicao da terra, dos rios, das aguas, do mar… Lembramos que na decada de 1990, quando aumentou a consciencia ambiental no pais e as leis combateram os conglomerados poluidores mais poderosos, ate que a CETESB, em alguns momentos, se posicionou a favor da populacao e dos interesses da maioria da sociedade. Mas, nos ultimos dez anos, a CETESB e os demais orgaos pseudoambientais do Estado, ja nao tem o menor pudor. E o pior de tudo nesse retrocesso ambiental em andamento e que o custo a ser pago por todos nos sera absurdamente maior do que as esmolas de multinhas cobradas e sonegadas. Leiam a seguir a noticia enviada pelo Moesio

Petrobras recebe multa irrisória por vazamento de óleo no Rio Cubatão

A Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo) aplicou  no último dia 21 de janeiro uma multa irrisória à RPBC (Refinaria Presidente Bernardes de Cubatão), da Petrobras, em cerca de R$ 140 mil, por um vazamento de óleo na estação de tratamento de efluentes da RPBC  no Rio Cubatão, Baixada Santista. O acidente aconteceu provavelmente por falta de manutenção e limpeza do reservatório de decantação de resíduos oleosos.

Com isso, dezenas de petroleiros passaram a trabalhar na contenção do vazamento com o uso de quatro caminhões-vácuo, barreiras absorventes e outros equipamentos e materiais. Técnicos da Cetesb também foram acionados, mas não informaram quanto óleo vazou da RPBC. Mistério.

A Petrobras já havia sido multada por episódios idênticos ocorridos em setembro e no final de dezembro de 2010. Portanto, é reincidente.

Nas três ocasiões, o acidente ocorreu por lançamento de efluente líquido oleoso proveniente do sistema de efluentes líquidos da refinaria, vindo a atingir o Rio Cubatão. Nesta última ocorrência, principalmente nos dias 15 e 16 de janeiro, películas e manchas de óleo eram vistas no corpo d’água na altura da Ponte da Avenida 9 de Abril, no centro da cidade.

Além da multa baixíssima aplicada para a Petrobras, técnicos da Cetesb de Cubatão afirmaram à imprensa: “Não é um vazamento grave nem trouxe danos à flora e à fauna”. Ou seja, mais uma vez, “autoridades ambientais” dizem que “o vazamento foi superficial e não chegou a causar danos ambientais”. Risível.

No Brasil, raramente as multas ambientais são pagas. Nos últimos dez anos, menos de 1% do valor total de multas aplicadas pelos órgãos ambientais estaduais foi pago. A “indústria dos recursos judiciais” funciona muito bem em todo território nacional.

Por outro lado, como relata alguns petroleiros, “estes casos ilustram de maneira cristalina que a excelência em Responsabilidade Social da Petrobras, além de questionável, está se transformando numa peça publicitária demagógica, convincente apenas para os institutos estrangeiros que premiam empresas que são referência em sustentabilidade com base em índices e critérios cada vez mais subjetivos e distantes da realidade”.

E acidentes como estes também explicitam que em Cubatão há pouca consciência ecológica da população, de defesa efetiva do meio ambiente. Afinal estes episódios tristes (e mais ou menos corriqueiros) são vistos com naturalidade pela sociedade, não há reação. Nesta cidade, infelizmente, ecologia é vestir uma camiseta verde, organizar um passeio no mangue, promover um cursinho de “educação ambiental” ou plantar mudas de árvores em datas pontuais. Tudo incentivado pela Prefeitura e as indústrias, dentro da conexão demagógica e marqueteira “verde”.

É incrível como as grandes empresas do pólo industrial de Cubatão continuam mandando e desmandando na cidade, cometendo crimes ambientais e saindo “bem na foto”.

Será que a prefeita de Cubatão, Marcia Rosa (PT), teria a coragem de tomar banho no Rio Cubatão, na altura da refinaria da Petrobras?

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