Alternativas de mobilização para a região de Santos.

Alternativas de mobilização para a região de Santos.

Reunião no dia 3 de agosto quarta-feira a noite 20h

Local: Casa da JOC  Rua da constituição 331 Centro/ Santos

É muito importante debatermos a org. e propormos ações na região, mas principalmente o caráter destas que a meu ver devem ser apartidarias, antielecionistas, horizontais e vetadas a qualquer projeto político vinculado ou ligado às eleições do ano que vem. Para ser bem claro, principalmente sem nenhuma relação com os partidos que estão no atual governo e que fazem parte da direita do pais. Sim de direita pois não VEJO DIERENÇA ALGUMA ENTRE PT E PSDB TUDO FARINHA DO MESMO SACO. Este debate é de suma importância, pois os motivos da atual desmobilização na nossa região foram entre outros  a falta de clareza ideológica e a cooptação por parte do aparelho político partidário de boa parte dos movimentos sociais e seus ativistas. 3 de agosto estamos lá para criarmos juntos uma movimentação séria e a meu ver (autônoma) para esta cidade, se não deixa como esta porque do chão não passa.

Um abraço libertário
Giulius

Em resposta a

Queríamos propor a tod@s uma reunião pra discutir sobre nossa realidade regional enquanto força militante no sentido de criar articulações e fomentar manifestações. Qual o objetivo? Como todos sabemos diversas manifestações estão ocorrendo freqüentemente em algumas partes do Brasil e no mundo, discussões sobre o Tribunal da terra estão sendo levantadas, inclusive de trazer o tribunal aqui pra Baixada o que é importante, sem contar o código florestal, Belomonte, PAC enfim, todos estamos cientes sobre essa coisas. Mas de que forma podemos ser mais ofensivos? E levar essa discussão a público. Temos uma região caótica neste sentido de informar e instigar a população a discutir sua realidade, ano que vem tem eleição e não há novidades…

Pessoal o que queríamos propor era nessa reunião pensarmos alternativas ofensivas de resistência.

Abraços. tamujunto na luta!

“A luta revolucionária só pode ser construída coletivamente.”

Rádio da Juventude – sintonizando atitude!

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www.facebook.com/radiojoc

Tel.: (13) 3029-7712

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Manifestação Pública – Xingu Vivo

Manifesto Público – Xingu Vivo

Todos estão convidados a fazer o seu papel em defesa da vida na região do XINGU.

Estamos convocado a todos para comparecer a uma manifestação de protesto que o Cadeia promoverá.

Esta Manifestação Pública de Protesto é inteiramente desvinculada de aspectos político-partidários, constituindo-se num movimento de protesto de cidadãos brasileiros, em solidariedade aos povos atingidos pela mega construção de Belo Monte, cheia de irregularidades e violações aos direitos humanos, com prejuízo irreparável aos animais e à flora da região afetada.

A convocação foi feita inicialmente através do seguinte link do Facebook:
http://www.facebook.com/event.php?eid=248199255191179

Rio de Janeiro/RJ
Dia 31/07 – Domingo
Local: Em frente ao Hotel Copacabana Palace, Praia de Copacabana, no RJ.
Horário: 14 horas

São Paulo/SP
Neste mesmo dia e horário
acontecerá em Manifestação com objetivo idêntico em São Paulo, Capital.
Local: Vão do Masp, Avenida Paulista
Horário: 14:00 às 18:30 hs

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Cubatão: estância climática para curar doenças respiratórias!!!

Cubatão é uma estância climática para curar doenças respiratórias?

 “Observem o verde na paisagem. Respirem o ar puro, a plenos pulmões, e anotem mais esse inesperado argumento de vendas. Conheçam as oportunidades únicas na Baixada que Cubatão oferece aos bons empreendedores”.

Essas palavras são da prefeita de Cubatão, Marcia Rosa (PT), pronunciadas no início de junho durante um discurso em Barcelona, na Espanha, quando ela tentava vender a “imagem” da cidade para empresários europeus investirem no município.

Em Cubatão, como nos médios e grandes centros urbanos dos países desenvolvidos e em desenvolvimento, é praticamente impossível escapar dos poluentes, do trânsito carregado quase todos os dias nas estradas que cortam a cidade, das micropartículas liberadas pela queima dos combustíveis (principalmente do óleo diesel com alta concentração de enxofre), das substâncias químicas despejadas no ar pelas indústrias e atividades portuárias, entre outras fontes poluidoras.

Na Baixada Santista é muito raro não termos um parente ou conhecido que não sofre de patologias respiratórias, que resultam da poluição do ar. E na maioria das vezes quem paga o preço da má qualidade do ar são as crianças e idosos. Inclusive com a morte.

Estudos da USP (Universidade de São Paulo), estimam que a poluição do ar na região metropolitana de São Paulo provoque a morte prematura de 3.000 pessoas por ano. Alguém duvida que o mesmo não aconteça na Baixada Santista?

A prefeita de Cubatão, assim como outros políticos e grandes empresários, ainda não entendeu e percebeu que o município está saturado de indústrias pesadas, de grandes empreendimentos. Que a cidade tem que ser feita para os seres humanos, e não para as indústrias, que continuam “roubando” espaços vitais das pessoas e dos animais.

No dia 13 de julho, “A Tribuna On-line” divulgou um texto sob o título “Nível da poluição do ar em Cubatão é péssimo, segundo Respirômetro”, http://www.atribuna.com.br/noticias.asp?idnoticia=103583&idDepartamento=5&idCategoria=5).

Que a qualidade do ar na cidade não é dos melhores não é nenhuma novidade, somente a prefeita, seus assessores e os empresários que não moram em Cubatão dizem o contrário. Nos dias mais crônicos, secos, é possível sentir a poeira no rosto e perceber as fuligens nos carros, nas folhas e outras superfícies. E se isso não bastasse, ainda tem o cheiro de produtos químicos que exalam das indústrias.

O “curioso” é que o Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp) da cidade costuma afirmar que 99% das fontes poluidoras estão atualmente “sob controle”. A prefeita de Cubatão, Marcia Rosa (PT), também com freqüência cita esta porcentagem. Ora, se quase 100% das fontes poluidoras estão “sob controle”, então porque é comum encontrarmos o ar de Cubatão saturado, acima do aceitável?

No dia 21 de julho, o portal da internet da Cetesb (agência ambiental estadual) apontava que o índice de qualidade do ar medido em Cubatão no Centro era “regular” e “inadequada” na Vila Industrial. Um detalhe: sabemos que os índices de medição da conivente Cetesb não são rigorosos como o dos institutos ambientais dos Estados Unidos e Europa.

A CIESP, a CETESB e a Prefeitura deveriam internalizar o passivo ambiental distribuindo máscaras antipoluição para os seres humanos que habitam e visitam Cubatão, a começar pelos futuros doentes de tuberculose catalães em busca da cura na cidade.

Edição de texto original de Moésio Rebouças por Carlo Romani.

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Marãiwatsede é dos Xavante!!!

No texto a seguir, o antropólogo Estevão Rafael Fernandes, professor da Universidade Federal de Rondonia, conta um pouco da história da Tribo Indigena Xavante de Marãiwatesede, que luta pela ocupação de sua morada histórica em meio aos interesses comerciais do agro-negócio e do estado brasileiro que banca o avanço do capitalismo na Amazônia.

É uma honra para mim dizer que conheço os Xavante de Marãiwatsede. Sua história e trajetória, ao longo das últimas décadas é uma pequena mostra de seu caráter e, mais que isso, de como um Estado passa por cima de suas leis em nome do interesse econômico de alguns, e de modelos muito suspeitos de “desenvolvimento econômico”…

Em agosto de 1966, cerca de duzentos e cinqüenta índios Xavante foram deslocados por meio de aviões da Força Aérea Brasileira (FAB) da região de Marãiwatsede para a Missão Salesiana na aldeia Xavante de São Marcos, 400 km ao sul. Cerca de duas semanas depois, quase cem deles morrem de sarampo. Em agosto de 2004, trinta e oito anos depois, duzentos e oitenta índios Xavante, remanescentes do grupo deslocado pela FAB, retornam à Marãiwatsede. O que se sabe sobre esse grupo específico, na etnologia sobre os Xavante, é relativamente pouco. Lopes da Silva aponta que por volta dos anos 1920, os Xavante fundam, na região da Serra do Roncador, a aldeia de Isorepré (“Pedra Vermelha”), de onde virão a partir em diferentes direções e em vários momentos, facções diversas que fundarão novas aldeias. Uma dessas aldeias é Marãiwatsede, na região do rio Suiá-Missu, cerca de 100 km ao norte.

Em 1961, um fazendeiro paulista chamado Ariosto da Riva adquire uma área de 1,8 milhão de hectares, compreendendo a região de Marãiwatsede. Aos poucos, fazendo uso de brindes, consegue atrair os grupos da região, convencendo-os a formar sua aldeia (chamada de Wede’omo’re ) próximo ao acampamento dos “mateiros” contratados por Ariosto. Como a presença indígena se mostrava um inconveniente para a ocupação da área, os donos da fazenda procuraram a FAB, os Salesianos da missão de São Marcos e o Serviço de Proteção ao Índio para proceder a transferência dos índios de Marãiwatsede para a aldeia de São Marcos.

Dessa transferência, entre outras coisas, algumas se destacam na memória dos Xavante sobreviventes: (1) a epidemia de sarampo que matou cerca de 100 índios nas duas primeiras semanas em São Marcos; (2) o choque causado pela mudança de ambiente nesse processo – Marãiwatsede fica em área de mata de transição, um ecossistema diferente dos campos de cerrado os quais tradicionalmente esses índios ocupam; e (3) ao chegarem à Missão, contam os mais velhos que as crianças foram separadas de seus pais e levadas a internatos salesianos, onde eram obrigados a desempenhar tarefas como lavagem de roupas e proibidos de falar na língua xavante.

Em 1972 o grupo sobrevivente sai da aldeia São Marcos e se desloca para a região de Couto Magalhães (atual T.I. Parabubure) e de lá para a T.I. Areões, em 1982. Três anos depois, em 1985, migram para outra Terra Indígena (Pimentel Barbosa), onde fundam a aldeia Água Branca.

Em 1992 a fazenda Suiá-Missu encontrava-se sob controle da Liquifarm S/A, braço brasileiro da multinacional italiana Agip Petroli. Durante a Eco 92, a empresa se compromete verbalmente a devolver parte da área original aos Xavante. Em abril de 1992 o Grupo de Trabalho responsável pelos estudos de identificação da área conclui seus trabalhos, sendo que em dezembro de 1998 é homologada a T.I. Marãiwatsede, com 165.241 ha.

Entretanto, entre o final dos estudos e a homologação a área identificada como indígena foi fruto de invasões e grilagens sistemáticas, encabeçadas por grupos políticos locais e nacionais – processo que perdura até os dias de hoje. Sistematicamente os Xavante buscaram retornar a seu território pelas vias formais até que em 2003, já cansados e com a situação na T.I. Pimentel Barbosa insustentável, os anciãos resolvem retornar a aldeia de origem, antes de falecerem. Em novembro de 2003, um grupo formado por cerca de 280 indivíduos tenta reocupar a área homologada, sendo impedidos por um grupo de posseiros que bloqueavam a BR-158.

Foi neste contexto que conheci os Xavante de Marãiwatsede, quando concluía minha dissertação de Mestrado. A situação que encontrei na época era a seguinte: de um lado da rodovia de chão batido, algumas barracas de lona preta onde ficavam os homens (mulheres e crianças ainda não haviam chegado ao local) e as barracas dos funcionários da Funai. Separados por cerca de 50 metros, com um pequeno córrego entre os dois grupos, outro acampamento, feito de pequenas taperas de palha, onde ficavam os posseiros. Meses depois chegaram ao acampamento mulheres e crianças da aldeia Água Branca, ficando o grupo acampado, nessas condições, até agosto de 2004 (10 meses, no total). Pela total falta de saneamento e devido a precariedade das condições de saúde, dezenas de crianças foram hospitalizadas e algumas chegaram a falecer, sendo enterradas na beira da Rodovia ( http://www.brasiloeste.com.br/noticia/1088/ ).

As notícias chegaram então aos grandes veículos de imprensa e finalmente, em 10 de agosto de 2004, amparados por uma decisão do STF, é permitido aos Xavante ocuparem uma pequena área de uma fazenda vazia na região, onde permanecem até hoje ainda sob clima de tensão permanente – recentemente posseiros cercaram um ônibus que transportava jovens de Marãiwatsede para uma escola em um município vizinho, incendiando-o e ferindo gravemente dois jovens, e as cruzes que marcam os pequenos túmulos das crianças, enterradas a beira da estrada, são sistematicamente arrancadas pelos não-indígenas da região.

Nesses 13 anos trabalhando com os Xavante, posso dizer que meu coração está em Marãiwatsede: é onde está minha família xavante e onde furei minha orelha. Mais que isso, é a aldeia onde me sinto em casa, por mais que o poder público e o Estado tenham abandonado aqueles índios à própria sorte: como é possível a maior aldeia Xavante, com mais de 700 pessoas sobreviver em tão pouca terra, com quase nenhum curso d’água decente e sem ter o que plantar. Em 2006 circulou uma carta minha pela internet ( http://www.amazonia.org.br/noticias/print.cfm?id=226881 ) já denunciando que, enquanto o poder público dormia sobre o processo, os posseiros vilipediavam a área indígena. Também não é de hoje a denúncia de que se buscou negociar as obras na BR-158, tentando comprar os índios de Marãiwatsede com promessas de tratores e maquinário: promessas rechaçadas veementemente pelos indígenas, posto que a única coisa que eles sempre desejaram, desde que foram expulsos de sua área, em 1966, foi poder resgatar a dignidade que lhes havia sido retirada em troca de cabeças de gado.

Hoje o território indígena é alvo sistemático de contrabando de madeira e lidera as estatísticas nacionais de queimadas ( http://www.globoamazonia.com/Amazonia/0,,MUL1027947-16052,00-TERRA+INDIGENA+EM+MT+PERDE+IBIRAPUERAS+COM+DESMATAMENTO.html ), e, em um contexto em que relatos de indios isolados são desconsiderados nas proximidades da usina de Jirau (RO), bem como as demandas indígenas são totalmente desconsideradas na construção de Belo Monte (PA), não é de causar estranheza que, em pleno século XXI testemunhemos um descalabro como o que ocorre em Marãiwatsede.

Marãiwatsede é dos Xavante e não se fala mais disso

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LIDERANÇA QUILOMOBOLA desaparece misteriosamente no Vale do Ribeira

Morte por causa de terra, no Brasil, não surpreende mais ninguém, porque desde antes de 1.500, esta é uma prática comum, assim como é comum que os culpados permaneçam impunes. O que surpreende é que neste ano, mortes de camponeses e líderes têm ocupado com frequência a mídia.

No Vale do Ribeira, não está sendo diferente, embora seu caso não tenha alcançado a grande mídia, talvez até mesmo por causa da cobiça que ronda a região pela sua grande riqueza em biodiversidade e grande potencial turístico.

Acontece que no dia 18 de fevereiro desde ano, desapareceu misteriosamente, o SR. LAURINDO GOMES, liderança da COMUNIDADE REMANESCENTE DE QUILOMBO DE PRAIA GRANDE, Município de Iporanga, Estado de São Paulo.

No dia 18 de fevereiro, por volta das sete (07) horas da amanhã, Sr. Laurindo, que era também agente comunitário de saúde, dirigiu-se para as margens do Rio Ribeira de Iguape, onde tomaria o barco (único veículo para sair do Quilombo). Carregava um balde de mel, algumas abóboras e uma mochila. Foi visto pela última vez por sua ex-esposa se dirigindo para o Rio. Ela escutou o ronco do motor do barco chegando, embora não tenha avistado o mesmo.

O Sr. Laurindo estava indo para uma reunião de lideranças na cidade de Iporanga, onde se organizavam para a noite ir à Câmara Municipal, requerer a instalação de uma CPI para investigar o Prefeito, pela sua inércia em relação às Políticas Públicas do Município. O povo de Quilombo de Praia Grande pensava que ele estava na cidade. A família de seu segundo casamento, que estava na cidade, pensava (ACREDITAVA) que ele estava no Quilombo. Seu desaparecimento só foi percebido na quarta feira, dia 23/02, quando seu filho, LAZARO, que estava na cidade para a mesma reunião, foi para o Quilombo levando a noticia de que o mesmo não chegara na cidade e fora informado que não se encontrava no Quilombo.

A Comunidade passou a procurá-lo, encontrando apenas marcas de suas pegadas e de onde depositara os volumes que carregava, na areia do porto. No local, sobrou uma abóbora. Na Delegacia de Iporanga foi registrado o B.O. de desaparecimento. Não houve, porém nenhum esforço para encontrá-lo.

No dia 05 de maio, ainda não havia sido instaurado o inquérito e nenhuma investigação havia sido processada, apesar da família já ter ido várias vezes na Delegacia e procurado o Ministério Público da Comarca. No dia 05 de maio, o Ministério Público da Comarca foi procurado novamente. Só então solicitou à Delegacia de Iporanga, que fosse instaurado o Inquérito Policial.

Os moradores do Quilombo encontram-se amedrontados e abandonados pelas autoridades competentes. Para sair do Quilombo, inclusive os alunos para frequentarem a escola, são transportados de barco, que está em péssimas condições. Enfrentam diversas corredeiras ao longo do percurso. A estrada, por ora, só chega até a fazenda do atual ocupante da cadeira de Prefeito, que fica próxima ao Quilombo.

O Quilombo de Praia Grande fica à margem (DIREITA) do Alto Ribeira, onde se localiza o eixo do projeto da barragem Funil. É uma comunidade reconhecida oficialmente como remanescente de quilombo, conforme o Relatório Técnico Científico, elaborado pelo Instituto de Terras do Estado de São Paulo.

Apesar de reconhecida e ter seu território delimitado, o Estado não promoveu nenhuma ação para a retirada de terceiros da área. Com tanta demora em efetivar a titularidade da comunidade, a credibilidade de que as terras, de fato, pertencem à comunidade foi-se minando, possibilitando compra e venda de terras, o que é proibido pela lei, bem como o aparecimento de “laranjas”, para resguardar políticos da região.

A dificuldade de acesso, a falta de políticas públicas e de assistência à comunidade, a não retirada dos não quilombolas do território, a falta de título de domínio da área, culminou com o desaparecimento do Sr, Laurindo Gomes, que sempre lutou pela titulação e melhoria da vida de sua comunidade. A revolta é que o caso não está sendo investigado, apesar de, por meio do CONDEPE – Conselho Estadual de Defesa dos Direitos  da Pessoa Humana -  ter oficiado o fato à Secretaria de Justiça, à Secretaria de Segurança Pública, à Secretaria Nacional de Direitos Humanos e ao Ministério Público Estadual.

Enviaram este documento

EAACONE – Equipe de Articulação e Assessoria às Comunidades Negras – Vale do Ribeira/SP

MOAB – Movimento dos Ameaçados por  Barragens – Vale do Ribeira/SP

Rua Leôncio Marques Freitas, 63 – Centro – 11.960-000 Eldorado/SP, Fone (13) 3871-1877

E-mail: eaacone@bol.com.br             moabaxe@bol.com.br

PROSA NA SERRA – IPORANGA

Rodovia Antonio Honorio da Silva, Km 158 – Bairro Serra/Iporanga CEP 18.3330-000

e-mail: prosanaserra@gmail.com – site: www.prosanaserra.pilarcultural.org

ASSOCIAÇÃO DE REMANESCENTES DE QUILOMBOLAS DO BAIRRO PRAIA GRANDE – MUNICÍPIO DE IPORANGA

ASSOCIAÇÃO DE REMANESCENTES DE QUILOMBOLAS DO BAIRRO PORTO VELHO – MUNICÍPIO DE IPORANGA

ASSOCIAÇÃO DE REMANESCENTES DE QUILOMBOLAS DO BAIRRO  NHUNGUARA – MUNICÍPIO DE IPORANGA/ELDORADO

ASSOCIAÇÃO DE REMANESCENTES DE QUILOMBOLAS DO BAIRRO  MARIA ROSA – MUNICÍPIO DE IPORANGA

ASSOCIAÇÃO DE REMANESCENTES DE QUILOMBOLAS DO BAIRRO PILÕES – MUNICÍPIO DE IPORANGA

ASSOCIAÇÃO DE REMANESCENTES DE QUILOMBOLAS DO BAIRRO PIRIRICA – MUNICIPIO DE IPORANGA

ASSOCIAÇÃO DE REMANESCENTES DE QUILOMBOLAS DO BAIRRO BOMBAS – MUNICIPIO DE IPORANGA

ASSOCIAÇÃO DE REMANESCENTES DE QUILOMBOLAS DO BAIRRO JURUMIRIM – MUNICIPIO DE IPORANGA

ASSOCIAÇÃO DAS COMUNIDADES CABOCLAS DO BAIRRO RIBEIRÃO DOS CAMARGO – MUNICÍPIO DE IPORANGA

ASSOCIAÇÃO DOS MORADORES DO BAIRRO SERRA – MUNICÍPIO DE IPORANGA

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Dilma, Raoni e Belo Monte

A presidente Dilma acabou de aprovar a construção de Belo Monte, a barragem que irá devastar uma grande área da Amazônia, destruíndo o Rio Xingú. O cacique Raoni chorou ao prever o futuro do povo caiapó, que será duramente afetado pela represa. Agora suas lágrimas estão inspirando milhões de pessoas a agir para impedir Belo Monte, e nós podemos ajudar a fazer a diferença. Nos dias seguintes ao anúncio, uma crescente onda de protestos varreu o país e ontem o Ministério Público Federal do Pará entrou com a 11a. ação civil criminal contra Belo Monte pelo não cumprimento de medidas prévias exigidas para preparar a região para os impactos sócio-ambientais. A pressão sobre a presidente Dilma está se intensificando e se mais brasileiros agirem, nós podemos ter um impacto importante em conseguir reverter a situação. O governo ainda pode impedir Belo Monte e desenvolver estratégias de energia alternativa sem destruir a Amazônia nem violar os direitos dos povos indígenas e ribeirinhos da região, mas isso só vai acontecer se um número suficiente de brasileiros se manifestarem. Nos próximos dias, vamos apoiar o cacique Raoni telefonando intensamente para a presidenta Dilma pedindo para ela salvar a Amazônia. Veja abaixo o número para o qual ligar e o que dizer. Depois de ligar, veja abaixo o link para compartilhar os detalhes de sua chamada com milhares de brasileiros. Estes são os números de telefone para ligar para a presidente Dilm:

(61) 3411-1225 (61) 3411-1200 (61) 3411-1201

texto repassado pela comunidade Avaaz:  http://www.avaaz.org/po/stand_with_chief_raoni/?vl

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MANIFESTO eKológico-Kultural

1º. MANIFESTO eKológico-Kultural

oikos – do grego casa, habitat, por extensão meio ambiente

kultur – do germânico, o produzido por um povo

O 1º. Manifesto eKológico-Kultural será realizado no dia 4 de junho, que antecede o Dia Mundial do Meio Ambiente – 5 de Junho, na sede do Sindicatos dos Metalúrgicos da Baixada Santista, av. Ana Costa, no. 55, Santos.

* Um dia para BOTAR A BOCA NO TROMBONE , e lutar vigorosamente e sem descanso contra o aumento dos ataques ao Meio Ambiente e à Vida!!!

* Num momento CRUCIAL, em que, mais que nunca, os (des)Governos Federal , Estadual e municipal transformaram-se em gabinetes de despacho e filiais dos INTERESSES COMERCIAIS dos destruidores da natureza, das comunidades humanas e da saúde em geral!

Estes são os Eixos de Lutas dos movimentos ecológicos, sociais e populares:

1 – Contra o novo CÓDIGO FLORESTAL proposto pelo deputado Aldo Rebello, do “PC do Dem”… É a legalização da destruição dos últimos recursos florestais e hídricos!

2 – Contra a REPRESA DE BELO MONTE, que destruirá um amplo território do Amazonas, com seus recursos naturais, aldeamentos indígenas e população ribeirinha – e que foi um dos motivos da realização da Eco-92 no Brasil, na cidade do Rio de Janeiro.

3 – Contra a perseguição e GENOCÍDIO DOS ÍNDIOS GUARANI-KAIOWÁS, no Mato Grosso do Sul, que já é considerado o mais massivo atentado permanente à vida indígena nas Américas, superando inclusive o dos Mapuche no Chile e dos Zapatistas no sul do México…

4 – Contra o criminoso DESMATAMENTO do Amazonas, que aumentou 23% nas últimas semanas…

5 – Contra os planos do Governo de construir VÁRIAS USINAS NUCLEARES NO BRASIL, mesmo depois do desastre de Fukushima, no Japão. Pelo fechamento das usinas de Angra.

6 – Contra a permissividade dos TRANSGÊNICOS E AGROTÓXICOS NA AGRICULTURA E PECUÁRIA brasileira, cujos componentes cancerígenos estão proibidos em boa parte dos países, principalmente na Europa.

7 – Contra a especulação desmedida e desmensurada das construtoras em conluio com prefeituras “caixa dois”, que estão DEVASTANDO O LITORAL E MATA ATLÂNTICA! Pela defesa dos MANGUEZAIS e reversão da POLUIÇÃO DA ÁGUA!

8 -  Contra a verticalisação da cidade de Santos e o avanço dos interesses economicos em direção `a area continental e `as areas de proteção ambiental da cidade.

Estes são os GRITOS que legitimam a convocação do 1º. Manifesto eKológico-Kultural da Baixada Santista!

- auto-convocado em “Rede Rolante” – em reuniões físicas e virtuais – pela Verde-América, Aliança pela Ecologia Social (A.Eko-Sol), CAVE (Coletivo Alternativa Verde) , entre outros, incluindo artistas e ativistas. Com o apoio do Sindicato dos Metalúrgicos de Santos e Região, Centro de Estudantes de Santos e Baixada .

      O QUE ROLA NO DIA 4 DE JUNHO:

-  a partir das 13:00 hrs., até as 22:30 hrs., apresentação das bandas e violeiros: Antonio do Pinho e banda Pau-a-Pique, Vicente Lapa e os Globalmente Aquecidos, Marcel Moai e os Pícaros, Chiapas Livre, Esquadrão Preto Velho, Maracatu Quiloa, Casa de Ervas, Vapaa, Trid e Futuráfrica.

- RADIO-ATIVIDADE: coordena Maryana, estudantes da FACOS e outros cursos de jornalismo. Também Rádio da Juventude de S.Vicente.

- poetas, pintura mural coletiva (ao estilo naif chiapaneco), intervenções artística, Guerrilha Sound System

- STANDS: Guaranis do litoral, Verde-América (gravuras zapatistas e de Barcelona), Projeto Banho Quente na Vila dos Pescadores (Luciana e grupo de estudos Chico Mendes, da Federal do Jardim Casqueiro, Cubatão), Instituto Kaa Oby, Reserva Bertioga (Agenda 21), Instituto Taffarello de Terapias Holísticas e Apicultura, produtos orgânicos da terra, Concidadania, ACPO (Assoc. de Combate aos Produtos Organoclorados – pó-da-China), estudantes de Biologia Marinha da UNISANTA,  fotografias, etc.

- VIDEOS NO TELÃO: flashs do evento, Agro-ecologia no Amazonas, Aldeia Piaçaguera (Peruíbe), México Rebelde, A Outra Campanha (zapatistas), 4ª. Guerra Mundial (do Fórum Social Mundial), A Última Hora (Leonardo Di Caprio), Amazonas em Chamas (a vida de Chico Mendes), A Floresta das Esmeraldas (John Boorman), Brincando nos Campos do Senhor (Hector Babenco), Terra

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